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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mamães estilosas, sim!

Continuo agradecendo o carinho de todos vocês. Estou adorando os emails que eu recebo com ideias para o blog e assim que dá tempo eu os responderei. Aos poucos também vou adicionando os blogs novos e tirando de lá inspiração para os novos posts. Mandem assuntos que vocês considerem legais para escrever aqui. Se você tem uma história bacana (se bem que todas são) mande pra mim! Mandem fotos, mandem dicas! Esse blog surgiu com a ideia de fazer com que todos participem!

Hoje quero dar uma dica antes do post do dia. Ontem fui no show da diva Dionne Warwick aqui em Floripa. Fui assim meio sem muitas expectativas porque sabia que ela era conhecida e tinha ótimas músicas mas particularmente não conhecia bem o seu trabalho. Meninas, vale muito a pena. Alô povo de Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo, ela tem show por aí ainda esse mês. Desembolsem um dinheirinho porque o espetáculo é super válido. Ela canta umas 5 músicas brasileiras, quatro em inglês e uma em português, que faz o público inteiro explodir de emoção. Estou falando tudo isso aqui porque durante o show, seu filho, David Elliot sobe ao palco e a dupla simplesmente arrasa! O cara manda muito bem e a sintonia deles é infinita. Na última música do show em que eles cantam juntos, ela se emocionou com o filho e eu me emocionei com os dois. Foi lindo, lindo! Fica a dica!

Agora o nosso post...

Sempre vejo nesses blogs de moda, tentativas de mostrar como uma mamãe também pode ser estilosa. O problema é que as tentativas sempre se baseiam em mulheres famosas, cheias de bufunfa, esguias como um poste e com bastante tempo pra ficar se arrumando. Ou seja, na teoria é tudo uma beleza mas na prática nem tudo são flores (apesar de que essas parecem estar na moda).

Por isso, resolvi unir algumas mamães que como eu não são “celebridades” (apesar de que em casa só o que se escuta são os nossos nomes o dia inteiro), não tem tanto money sobrando e muito menos tempo!! Pedi pra que cada uma delas explicasse o que está vestindo na foto e desse algumas dicas do que costumava usar na gravidez ou o que fica bom usar quando se sai com os filhos a tiracolo.

Lembro que diversas vezes durante a minha gravidez me peguei sentada na frente do guarda roupa tentando bolar um jeito de me sentir bonita e confortável ao mesmo tempo. Logo eu que jamais troco de roupa depois que coloco uma e não demoro mais de 1 minuto pra pensar no que vou vestir. Engordei bastantinho e por isso meu armário foi ficando sem muitas opções ao longo dos meses. A sorte é que era verão e qualquer vestido ou calça colorida larga salvava a minha pele. Lá pelos 6 meses me vi doida pra vestir uma calça jeans, fui voando até uma loja especializada em gravidez e paguei uma banana numa calça meia boca, mas que fazia as vezes de uma calça de “gente normal”. Usava ela todos os dias, em todo tipo de evento e depois que ganhei o João enfiei em algum lugar tão obscuro que nunca mais vi a dita cuja. Mas o maior problema foram os meus queridos pézitos, que ficaram tão mas tão roliços que no final da gravidez só o que eu usava eram Havaianas. Olhava aquelas sandálias lindas na vitrine, toda entrelaçadas e tinha vontade de sumir achando que nunca mais ia poder usar uma daquelas. Nóias de grávida que acha que aquele corpo modelo balonê jamais vai embora, que vamos ficar daquele jeito pra sempre. Se você também passou por isso, põe o dedo aqui. E se você está passando, colega, tira essa carinha do rosto, põe qualquer roupa que te faça sentir confortável e sai pra dar uma volta, que logo logo você vai parir a coisa mais lindo do mundo e todas essas chatices vão passar!

Enfim, hoje vamos conhecer as mamães Mônica Hess e Beatriz Mendes. Ambas tem blog, ambas vivem na correria. Uma é mãe de uma menina linda de 1 ano e a outra está prestes a se tornar uma.
Espero que vocês gostem e se inspirem pro final de semana. Logo logo mostro mais mamães pra vocês.

MÔNICA HESS:

“Bom, a cartela de cores é basicamente preto, branco, camelo e bastante onça. Esse inverno usei muito couro: jaquetas, calças, saias... Predominou também, conforme citado, o animal print, presente nas saias longas, leggings, casaco de pele, colete, sapato, bolsa, cinto... Acredito que meu estilo não tenha mudado muito: tenho o lado romântico, onde predomina muita renda, tem o lado mais básico, que não dispensa uma basiquinha branca, tem o lado mais fashion que segue um pouco de tendência. Mas hoje posso garantir que priorizo muito mais o conforto, tanto que tenho usado mais legging que calça jeans e os saltos finos também foram aposentados: as últimas aquisições foram botas com salto médio, mais grossinho ou sapatos com salto anabela. A maquiagem também ficou mais pratica e os cabelos idem - aposentadoria para chapinha, com utilização somente de um secadorzinho mega rápido. Resumo da ópera: acredito que estilo e gosto não mudaram depois da maternidade, com exceção de hoje optar pelo conforto. Segue duas fotinhos, com exemplo de roupa quentinha para noite que usei nesses dias mais frios.

E a segunda, com basiquinha branca e legging de montaria, para passar o dia na fazenda. Tudo muito prático, sem frescura.”


BEATRIZ MENDES:

“Separei 3 fotos. Na do meu chá de bebê em que usei um shorts que costumava ser boyfriend e se ajustou mais ao corpo com a gravidez. Estava com 7 meses na época. Embora eu goste bastante da blusa larguinha, ela pode "enganar" a barriga e fazer você parecer gordinha ao invés de grávida.

O segundo look é com um vestido que eu usei bastante durante toda a gravidez. Gosto muito dos recortes logo abaixo do seio, porque marca a barriga e acho que fica super elegante.

O terceiro e último é um vestido bem larguinho de linha, super confortável para o dia a dia. Estou usando bastante agora no inverno com meia calça e casaquinhos.
Além disso, eu uso bastante leggings, calças jeans maternity, que são muito confortáveis e camisas e blusas sempre marcando a barriga. Os acessórios são indispensáveis: lenços, bolsas, colares, bijoux e sapatos legais podem transformar qualquer roupa básica em algo mais moderno e especial.”


Espero que vocês tenham gostado. Mandem fotos e logo logo aparecerão por aqui!!

beijo beijo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fala, Mariana!

Primeiro quero deixar registrado o meu muito obrigada pelo carinho demonstrado com a entrada do blog no ar. Fiquei muito feliz com as 80 visitas e os recados deixados tanto por email, como pelo facebook. Espero realmente que esse espaço dê certo e estou trabalhando ao máximo para isso, sempre pensando em assuntos legais e pessoas interessantes pra trazer pra vocês! Já tem bastante post legal pronto e ao longo dos dias vou colocando aqui!! Sigam o blog, não se sintam acanhados em comentar. Sei que tem gente que encontra dificuldade pra comentar mas é só logar com qualquer conta do Google, como orkut ou gmail.

Também quero deixar registrado que sou um zero a esquerda pra design de blog. Se alguém quiser me ajudar, agradeço muito!!!

Agora sim, a nossa entrevista semanal!



Eu “conheci” a Mariana através do seu blog e desde então acompanho a sua jornada, agora dupla, como mãe. O que sempre me chamou a atenção foi a maneira leve com que ela encara os acontecimentos e o toque de humor que acrescenta na sua escrita. Não é a toa que Mariana é seguida por tantas pessoas e querida por elas. Lembro muito de chamar o meu marido para ler comigo as sagas de Alice e suas tiradas hilárias. Assim, não poderia deixar de começar os questionamentos desse blog com essa “ex-futura bióloga que se formou radialista, ex-radialista que foi estudar gastronomia, ex-estudante de gastronomia que foi trabalhar com café, ex-barista que queria cantar numa banda de soul...”, como ela mesmo se define em seu perfil.

JOGO RÁPIDO
NOME: Mariana Zanotto
IDADE: 31
QUANTOS FILHOS E QUAIS IDADES: Alice, quase 4 anos, e Lucas, 1 ano
ESTADO CIVIL (só pra gente ter uma noção da força dessa mãe...hahaha): casada
CORRERIA DO DIA COMO MÃE: o que mais me enlouquece é o tempo que se perde para fazer as coisas simples do dia-a-dia, como botar roupa ou almoçar. Vestir um simples par de meias na Alice, por exemplo, envolve: um jogo de “este ou este” para escolher o par; uma musiquinha; uns 3 pares provados e descartados; um jogo de “acerte as bolinhas de meia na gaveta”; infinitos ajustes da meia nos pés – porque a costura tá sempre “incomodando”; gritinhos; miados; chororô; broncas e pedidos de desculpa. Nisso já se foram uns 12 minutos. A perua escolar está buzinando lá fora. E ainda faltam os sapatos...

1) Mariana, como foi sua primeira gravidez, e a segunda? Sentiu muita diferença de uma pra outra?
Eu amei estar grávida, nas duas vezes. Tive os perrengues clássicos – enjôos, dor nas costas, insônia, burrice, gases, xixi frouxo e nojices em geral - mas mesmo assim amei cada minuto. Me sentia a deusa grega da fertilidade, podia passar a vida grávida. A segunda vez foi um pouco mais chatinha, engordativa e com uns probleminhas (contrações fora de hora, um mioma no útero que apareceu e sumiu misteriosamente), mas sigo achando a sensação de estar grávida uma das coisas mais legais do mundo. Amo o barrigão, amo os chutinhos, amo os paparicos e queria que gravidez durasse muito mais.

2) Você sempre foi daquelas que sabiam que queriam ser mães ou você era daquelas que nem paravam para pensar nisso?
Eu sempre fui daquelas que sabiam que NÃO queriam ser mães. Nunca achei que levava jeito, nem tinha vontade. Sou preguiçosa demais pra ser mãe – essa é uma das minhas lutas diárias, aliás: vencer a preguiça, acordar cedo, ter pique pra brincar. Bom, então eu não queria ser mãe, até que um dia eu conheci um cara e pensei: ele vai ser o pai dos meus filhos. E foi. Simples assim.

3) Você amamentou? Eu sempre senti muito pressão sobre as mães para amamentarem. Sei que é importante mas acho que existe um certo preconceito contra as que não conseguem. Você concorda? Como lidou com isso?
Amamentei, mas nunca consegui ter uma amamentação plena, totalmente bem sucedida. Tive o mesmo problema nas duas vezes: filhos que não engordavam e aparentemente pouco leite. Me esforcei, procurei ajuda, consegui prolongar a amamentação ao máximo graças à técnica de translactação, que acho importantíssima de ser divulgada porque ajuda MUITO (lá no blog falo disso...). Mesmo buscando ajuda especializada, eu tive que complementar com Nan nas duas vezes, o que foi bem frustrante. Não sei se chamaria de preconceito, mas acho que existe sim uma cobrança pela amamentação exclusiva e ela começa na própria mãe – porque a gente tem peitos pra isso, certo?, a gente deveria ser capaz de alimentar a própria cria. A frustração é enorme. É importante tentar entender o que esta acontecendo antes de aceitar que uma mamadeira de Nan vai resolver a questão. Se a “pressão da amamentação” for para fazer a mulher questionar uma indicação de complemento e tentar entender as causas da dificuldade, acho válido. Mas já li muito que “toda mulher é perfeitamente capaz de amamentar”, como se o fracasso fosse apenas falta de vontade ou esforço. Não é tão simples. Tem muita gente que acaba sendo atropelada por pediatras e tabelas de peso e entra no complemento sem necessidade, mas existem SIM casos em que a amamentação não basta. Então esse papo de “TODA MULHER pode amamentar com exclusividade, e se não amamentou é porque não tentou o suficiente ou foi enganada por um médico inescrupuloso que tem conchavo com a Nestlé” é besteira. Essa abordagem é agressiva, não ajuda. Por mais que se queira amamentar com exclusividade, e por um longo período, às vezes simplesmente não dá – e não tô falando de achismo meu, e sim de algo que ouvi de uma pediatra humanizada, especializada em amamentação, super natureba, que me explicou mecanismos fisiológicos e citou coisas como hipófise, prolactina e outros nomes bem científicos (que evidentemente eu esqueci agora, mas que me convenceram totalmente na época, haha...). Enfim: a amamentação é maravilhosa e importante, merece todo o nosso esforço e informação, MAS, se não rolar, ok. Cultivar mais essa culpa não ajuda em nada.

4) Qual você considera sua melhor característica como mãe?
Acho que é ser flexível. Sou aberta para diferentes opiniões e posturas, procuro realmente entender um ponto de vista antes de decidir que ele não me serve e descartar de cara. É aquela velha história do “cuspi pra cima caiu na testa”: cuspi tanto pra cima antes de ser mãe - sem o menor conhecimento de causa, diga-se - que agora tomo o maior cuidado para não fazer de novo. Parei de julgar. Leio de tudo, ouço de tudo, respeito todo mundo (quase...) e aí sim me posiciono, faço escolhas, decido como as coisas serão aqui em casa. Isso acaba virando um valor que acho importantíssimo passar para os filhos: respeito, tolerância, não admitir preconceitos. Estou tentando criar filhos que serão adultos bacanas e de mente aberta.

5) Qual foi o momento mais complicado como mãe para você? Aquele em que você se pegou querendo sumir um pouquinho?
Chilique de filho é sempre um porre, dá vontade de largar a criança ali pitizando, sair pra comprar cigarros e não voltar mais. Mas isso é pontual, passa. Tem uma questão que me incomoda mais, que é a falta de liberdade. A impossibilidade de passar um domingo na cama, de pijamas, lendo jornal, por exemplo. Ou de não ter jantar em casa e comer qualquer bobagem à uma da manhã. Ou de dar uns pegas no maridão a qualquer hora e em qualquer cômodo da casa. Enfim, não ser mais dona do meu tempo me angustia bastante. Não é questão de querer sumir, é mais de querer dar sumiço na prole, sabe? Ainda bem que avós tão aí pra isso...

6) Você tinha uma real noção do que era ser mãe por já ter convivido com alguém próximo que já tivesse tido filho? Porque lembro que fui pega de surpresa quanto a essa vida agitada que nós temos.
Convivi pouquíssimo com bebês antes de ter os meus próprios. Fui a primeira mãe da turma, a primeira da família. Referência zero. Imagina o tamanho do susto.

7) Seus filhos comem bem ou dormem bem? Porque ter um filho que faça os dois perfeitamente é utópico demais!
Alice dorme bem e come NADA, Lucas come horrores e dorme marromenos – dentro do meu parâmetro de pessoa dorminhoca. Ele dorme a noite toda, direto, e acorda umas 7h20. Pra mim é cedo, mas vá, acho que tenho sim a sorte de ter um moleque comilão e que me deixa dormir beeeem mais do que muito nenê por aí. Mas antes que eu seja xingada, devo ressaltar a Alice não come MESMO, não é força de expressão. Ela é percentil 3, menor do que muita criança de 2 anos que vejo por aí. Então minha vida não é tão fácil nesse ponto, ok?

8) Qual a maior diferença entre a Alice e o Lucas no que diz respeito ao temperamento?
Difícil dizer porque a diferença de idade conta muito, a Alice já tem uma complexidade que o Lucão ainda não tem. Lucas ainda tá naquele esquema trogloditinha dos bebês, quando a vida se resume a comer, gargalhar, dar porrada e fazer cocô. Alice não, ela é toda pensadora, está na fase das grandes questões existenciais, tipo: “porque eu existo?”. Mas ela era mais calminha e tagarela quando bebê, já ele é mais ativo fisicamente e tá nem aí pra linguagem, é uauá pra tudo.

9) E o amor, só aumentou com o segundo filho??
E não é, menina? Coisa de louco! Se me contassem eu não acreditaria...

10) Qual dica você queria que tivessem te dado antes de você ser mãe? E qual (mesmo sendo um pouco contra as palpiteiras de plantão) você daria para as futuras mamães?
Contra as palpiteiras? Eu sou a palpiteira mor, haha! Adoooro um palpite...
Grávida: Se você fizer cesárea, vai ter gente malhando. Se fizer normal hospitalar, vai ter gente malhando. Se fizer parto domiciliar, vai ter gente malhando. Ignore o coro dos descontentes e seja feliz com as suas escolhas – mas que sejam SUAS escolhas, e não concessões à caprichos alheios. Passe hidratante, fotografe o barrigão, use meias elásticas e trepe muito (aproveite os hormônios gravídicos, eles dão a maior onda!). Coma bem, beba muita água, durma. Atenção para dirigir ou atravessar a rua, porque você estará meio lesada. Soltar pum em público não é o fim do mundo. Nem fazer cocô no parto. Não dê bola para os terroristas de plantão e suas histórias trágicas envolvendo grávidas e bebês. Não dê bola para a lista de maternidade, que acha que um bebê só pode vir ao mundo se tiver ao menos 6 pares de sapatos. Pode entrar na fila preferencial mesmo sem barriga. Pode andar com a foto do ultrassom na carteira. Pode chorar assistindo Smurfs. Você não é ridícula, apenas está grávida. E grávidas podem tudo.
Mãe: Você vai errar. Vai perder a classe. Vai chorar escondida. Vai fingir que está dormindo pra fugir de uma situação. Vai pensar em como estaria sua vida agora se não tivesse filhos. Vai ousar desejar não ter tido filhos, mas aí: céus, horror, como você pôde sequer PENSAR nisso, sua mãe de merda???? Você vai se sentir culpada, por essa e por muitas outras. Mesmo assim, você vai ter vontade de engolir as criaturinhas de tanto amor. Minha dica é: facilite a vida no que puder, colega. Não se cobre tanto. Não se anule. Não sorria um sorriso resignado e diga que ser mãe “é padecer no paraíso”, isso é tão antigo. Se mãe não precisa ser, por definição, um sacrifício. Peça ajuda, fuja de vez em quando, ria mais de si mesma e se descabele menos. Relaxe: nossos filhos sobreviverão às nossas cagadas. Mãe não precisa ser perfeita, mãe precisa é ser feliz na própria pele – isso é o mais importante que a gente tem pra ensinar e o que provavelmente mais vai contribuir para a felicidade deles.

Espero que vocês tenham gostado e amanhã tem um post muito legal sobre mamães estilosas pra vocês se inspirarem pro final de semana.

beijo beijos