quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Vamos brincar de "Como mãe eu nunca..."?

Como hoje eu tenho um encontro das amigas aqui na minha casa, resolvi postar esse texto.

Eisenbahn Blumenau - Porque família que bebe unida, permanece unida!

Vamos brincar de “Eu nunca!”?

Qual de nós mães nunca brincou de “Eu nunca!” com os amigos, valendo um copinho de álcool?? Hein hein?? Relaxem que apesar de falarmos de crianças aqui, o papo é sempre de adulto e para adultos. Crianças que por acaso estejam me lendo nesse momento...fechem o computador, desliguem os Ipods e vão ver um desenho que o negócio agora vai pegar fogo.

Proponho que vocês continuem a brincadeira, aqui chamada de "Como mãe eu nunca!" com coisas que já fizeram. Mamães, tirem a “vodega” de trás do armário, que é pras crianças não beberem achando que se trata de água, e bebam comigo a cada atitude que vocês já tomaram nesse nosso conturbado mundo. Porque vamos combinar, os AA´s da vida que não me ouçam, mas que às vezes dá vontade de tomar um porre pra esquecer de tudo, dá, não dá?
Então bora lá.
- Eu nunca andei de carro com o João fora da cadeirinha. (agora bebe quem já andou, mesmo que tenha sido até a esquina pra criança não chorar porque o carro já está em movimento);
- Eu nunca amamentei só pra que meu filho parasse de chorar! (nessa bebe quem já deu esse “cala boca meu amor” mesmo sabendo do futuro vício que a criança irá desenvolver em querer ficar grudada no peito);
- Eu nunca dormi com o bebê entre eu e meu marido, mesmo sabendo de todo o histórico de sufocamento de bebês e tal. (agora bebe quem já fez isso pra não ter que levantar pra ir no berço na madruga e nem transportar o mesmo até o seu quarto, o que acabaria com a decoração E/OU o casamento!);
- Eu nunca amaldiçoei meu marido/namorado/companheiro por ele ser homem e às vezes não me ajudar quando eu mais preciso;
- Eu nunca bebi bebidas alcoólicas e mesmo assim amamentei antes das 3 horas recomendáveis. (agora bebe filha, bebe por ter bebido naquela vez!);
- Eu nunca dei um pouco de Tylenol pro meu filho pra que ele dormisse mais tranqüilo e consequentemente, eu também. (sei que parece sacanagem mas quem teve um filho com longas crises de cólicas sabe do que eu estou falando);
- Eu nunca deixei meu filho cagado um tempo, mesmo sabendo que ele estava sujo, pelo simples fato de ter preguiça de comprar a briga da troca de fraldas! (agora que João já corre pelo mundo cada troca de fraldas é praticamente um Vale-Tudo);
- Eu nunca dei um pirulito pro meu filho só pra ele parar de me incomodar em algum lugar público. (João nunca comeu chocolate e doces em geral mas um pirulito de vez em quando não faz mal a ninguém);
- Eu nunca mirabolei planos malévolos sobre trancar o meu filho chorão (antes dos seis meses) no banheiro da empregada (aquele beeeem longe do quarto sabe) só pra ficar um pouco em silêncio;
- Eu nunca me peguei pensando porque eu fui ter um filho? (essa é pesada mas bendita a mãe que reconhece a sua fraqueza e faz esse tipo de questionamento pra depois chegar na feliz conclusão de que não conseguiria viver sem ele!).

E aí já estão bêbadas? Foi só uma brincadeirinha hein...

Beijo beijo

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Projeto Verão 2012!!


Gente, hoje vamos falar sobre estética. Quando eu engravidei estava alguns quilos acima do peso. Durante a amamentação consegui perder tudo e mais um pouco mas quando parei de amamentar ganhei de volta alguns quilinhos. Mas o que mais me incomodava nesse período toda era uma barriguinha que insistia em aparecer, principalmente um excesso de pele em virtude do estica e volta da gravidez. Hoje eu melhorei minha alimentação, freqüento há dois meses a academia quase todos os dias (e suo colegas!) mas a dita cuja ainda está alojada ali, maldita! Daí que eu sou mega contra cirurgia de lipoaspiração. Não vou aqui criticar quem já fez porque como disse esses dias, aprendi que cada um sabe da sua vida mas eu Juliana, provavelmente nunca vá me submeter a esse procedimento. Quem sabe depois do terceiro filho....hahaha. Eu acho que hoje em dia há uma banalização da lipo. Acordou e se incomodou com uma gordurinha...faca nela...o verão está chegando e você quer andar de biquíni na praia SEM CANGA...faca nela! Ta, se a mulher teve dois, três filhos e a barriga realmente não sai com academia, beleza, mas vejo umas meninas em torno dos 20 que já fizeram até 2 lipos. Cadê a mãe dessas meninas? Ah sei, ta lá fazendo uma também. Enfim....desculpem o desabafo mas eu fico impressionada mesmo com toda essa história. Acho que se dá uma grande importância ao corpo simplesmente pela beleza padrão e não por uma questão de saúde. Perdoem-me as lipadas, mas uma coisinha pra apertar é fundamental. E também não é recalque porque eu poderia simplesmente ir lá e fazer (já que tem gente com bem menos condições que parcelam pra vida inteira – de certo quando terminarem de pagar já vão estar com outra barriguinha) mas prefiro fazer um check-up, mudar minha alimentação com acompanhamento de uma nutricionista, suar o bigodilho na academia e ficar contente por ter perdido a barriga pelo meu próprio esforço!

Mas....o assunto é estética e eu vim dar uma super solução pra quem quer perder a barriguinha sem aquela montoeira de exames pré-operatórios, medo de cirurgia, dias sem se mexer, dores horrendas, pós operatório, não poder pegar o filho no colo, ficar com um umbigo padrão, típico de lipo (adoro ficar na praia dizendo “essa é lipo, essa não é...”)...e blá blá blá. Por isso convidei a minha dermatologista que eu adoro demais, Dra. Mariana Barbato, que escreve no blog Pele pra falar pra vocês, mamães, sobre o Coolsculpting. Não vou ficar aqui me delongando (mais) e vou direto ao assunto!

Linda ela né?

“Como se livrar daquela gordurinha que ficou após a gestação?

Depois da gestação, é comum as mulheres ficarem insatisfeitas com o seu corpo, principalmente com a gordurinha que sobra no abdômen. Muitas vezes, esta insatisfação perdura mesmo quando se volta ao peso normal. Além da falta de tempo para se exercitar, no pós parto, ou mesmo mães com filhos pequenos, não estão dispostas a se submeterem a procedimentos cirúrgicos e invasivos.

A criolipólise ou CoolSculpting é um procedimento novo, não invasivo que reduz a gordura de partes do corpo que mesmo com dieta e exercícios ainda persistem. Barriga, pneuzinhos e gordura das costas agora podem ser tratadas com este novo aparelho: O zeltiq. O procedimento resulta na redução da gordura na área de aplicação após a primeira sessão. Trata-se de um procedimento sem agulhas, sem incisão, realizado em consultório.

Com o Coolsculpting é possível remover permanentemente 22% da gordura localizada nas áreas tratadas em dois meses após um único procedimento. O procedimento resfria o tecido adiposo, causando uma reação inflamatória, estimulando a migração de células que destroem a célula de gordura.

A aplicação no abdomên, por exemplo, leva cerca de 1 hora. No caso dos "pneuzinhos" cada lado deve ser aplicado de uma vez (1 hora cada lateral), dura portanto 2 horas (o mesmo ocorre na gordura das costas). .Minutos após o procedimento, o local tratado fica vermelho e inchado (edemaciado), mas melhora imediatamente.
Como a gordura é degradada lentamente, não há riscos de aumento do colesterol e nem mesmo de acúmulo de gordura no fígado, sendo portanto, muito seguro para o paciente. O organismo elimina esta gordura da mesma forma que elimina a gordura do organismo após uma alimentação gordurosa.

Um procedimento simples e prático, extremamente interessante para esta fase em que você quer resultados rápidos, quer voltar a sua forma anterior, mas sem se desgrudar do seu filhote!

por Dra. Mariana Barbato
Dermatologista
Clínica Neurogene
48 78121134

Aqui vai o link da reportagem no Jornal Local daqui. A Luisa, que aparece no vídeo, é melhor amiga da minha irmã e eu posso comprovar que o efeito é VISÍVEL! A própria Dra. Mariana fez um teste nela em uma das gordurinhas laterais e eu vi com esses olhos que a terra há de comer, o negócio funciona MESSSSMO! Eu vou malhar mais um tempo, continuar na dieta mas quando sobrar aquela gordurinha FDP, vou fazer com certeza! Porque eu não disse ali em cima que uma boa auto estima não é importante, eu disse que há um certo exagero na busca da utópica “perfeição”!!

Espero que vocês tenham gostado da novidade!!

Beijo beijo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Estou grávida, e agora?

Mamães, pensando num tema legal pra expor pra vocês hoje, pedi pra uma amiga minha, psicóloga, escrever um texto sobre o que se passa conosco quando nos descobrimos grávida e ao longo da gravidez. Tanto psico quanto fisicamente.

Espero que as mamães que ainda estão gestando seus bebês se reconheçam no texto e se sinta confortadas por perceber que tudo é uma questão de momento. Tudo vai passar, eu garanto!

“Estou grávida , e agora?

Qual a mamãe que acompanha esse blog e que não se fez essa pergunta ao descobrir que estava grávida? Posso dizer que a grande maioria foi invadida por um misto de sensações entre a alegria e as preocupações de um futuro incerto! Mas calma mamães, antes mesmo de se sentirem culpadas saibam que essa oscilação entre desejar e não desejar o bebê é normal e ela caracteriza todos os relacionamentos pessoais significativos em nossas vidas.
Teoricamente para uma melhor explanação pode-se dizer que a gestação é um período de significativas mudanças físicas e psicológicas para a mulher e que são divididas em três trimestres.
O primeiro vem desde a percepção do estar grávida, as transformações bioquímicas e corporais que a mulher sente mesmo antes de ter certeza da gravidez, através de sonhos ou intuições. É nesse período que se instala uma vivência de ambivalência afetiva, um querer e um não querer, sentimentos contraditórios sobre os prós e contra desta gravidez; que são mais intensos nesta fase, pois de certa forma o feto por seu nível de desenvolvimento ainda não é concretamente sentido. É neste período que os primeiros efeitos colaterais aparecem, como: a hipersonia; onde a necessidade de dormir é maior do que a usual; as náuseas e vômitos, o aumento do apetite e as oscilações de humor que são devido as alterações do metabolismo acarretando um aumento de sensibilidade e irritabilidade e conseqüente sexualidade e libido diminuídas. Algumas mães podem se sentir muito ansiosas e com medo de perderem a criança. Estas preocupações, embora infundadas, são completamente normais.
No segundo trimestre acontecem os primeiros movimentos fetais é onde ocorre a personificação do feto, percebido através das alterações corporais, como aumento da cintura, seio, peso, entre outros. É nessa fase que a maioria das mamães se sente realmente grávida, e há uma diminuição da ambivalência afetiva e das dúvidas sobre ter ou não ter o bebê. O companheiro começa a demonstrar um interesse maior e os desejos sexuais voltam a aflorar, melhorando a sexualidade entre o casal e tornando assim esse um período mais ameno. Mas apesar das sensações durante este período serem menos intensas, elas podem causar maior incômodo, pois várias mães começam a preocupar-se com o aumento de peso e as transformações físicas e isso em algumas mulheres podem ser seguidos por um sentimento de baixa-estima.
Já o terceiro e último trimestre é caracterizado por um significativo aumento do peso e da barriga, que geram receios e ansiedades na mulher, como o medo das estrias, do corpo não ser mais o mesmo, o que fragiliza emocionalmente a mãe. Com a proximidade da hora do trabalho de parto, muitas preocupações giram em torno deste nascimento, os pensamentos consistem em como será a dor a ser sentida, como é este bebê, o ter que percebê-lo como não fazendo mais parte de si mesma, o medo de morrer, não produzir um bom leite, não saber ser mãe, o que pode gerar muitos pesadelos e fantasias. Neste período ocorre a cisão maternidade e sexualidade, em decorrência do medo de “machucar o feto” sendo diminuídos o envolvimento sexual e a libido.
Não podemos deixar de falar que a gravidez não causa apenas alterações físicas e emocionais apenas na futura mamãe, mas o futuro papai também enfrenta alterações emocionais, alguns pais podem se sentir abandonados durante o período da gravidez e ficam apreensivos com essa nova condição, se serão bons pais, se conseguirão dar conta de conceder conforto a nova família e outras dúvidas.
Apesar de teoricamente as alterações na gravidez serem assim divididas vale lembrar que elas variam de gravidez pra gravidez, e todos os medos, angústias, ansiedades, receios, fantasias, sentimentos e inseguranças são relacionados ao estado emocional de cada mulher. É fundamental lembrar que todas as dúvidas devem ser esclarecidas com seu médico e ou através do pré-natal, pois a compreensão de todas as alterações faz que com o nível de ansiedade e medo diminuam na futura mamãe e esta estará mais atenta nas transformações que ocorrerão em seu corpo. Em certos casos algumas mamães necessitam de acompanhamento psicológico, já que o processo gestacional é um momento muito delicado para os envolvidos, principalmente para a mulher que precisa de apoio, compreensão e carinho .”

Érica R. Colombo
Psicóloga - CRP - 12/07670

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Hoje quem fala sou eu!

Hoje quem fala sou eu!

Ontem eu não tava bem. É, não tava me sentindo bem, entendem? Aqueles dias em que dormimos demais (na verdade de menos mas perdemos a hora), o dia ta cinza e chuvoso (na verdade nem sei quando foi o último dia de sol aqui em Floripa), a casa está uma bagunça, não achamos nenhuma roupa que agrade, ficamos sem ideia de cardápio pro almoço (isso dá um post por si só)...enfim...AQUELES dias! Cheguei mega atrasada no trabalho, lá não conseguia me concentrar, a cabeça ficava mirabolando mudanças (nesses dias é proibido tomar decisões importantes). Daí que eu vim pra casa almoçar e meu corpo reclamou. Fiquei mole, sem vontade de me mexer, uma dor na barriga já se alojou e eu decidi não sair mais, ficar quietinha até tudo passar. Parênteses. São nesses dias que a gente quebra o salto, briga com o vizinho por que ele estacionou ultrapassando a sua vaga (o que não te atrapalharia em nada), bate o carro atrás de um senhor de idade, daqueles que cultivam o carro mais do que a própria esposa (isso já aconteceu comigo), rasga o fundilho da calça quando vai se abaixar pra pegar o brinquedo do filho que caiu (isso já aconteceu comigo também)...esses perrengues que acabam com o dia de qualquer pessoa que não esteja com um espírito Pollyanna. Fecha parênteses.
Sozinha, sem marido, sem filho, sem funcionária, dei uma pensada na minha vida, uma ajeitada na casa, nos brinquedos do João. Pra mim isso funciona demais! Organizar o “de fora” como se estivesse ajeitando o “de dentro”. Não sei se tenho TOC mas quando muita coisa aqui em casa está fora do lugar, eu começo a ficar agoniada, travada, como se a energia necessária não conseguisse fluir por aqui.
Daí que a tarde passou e foi chegando a hora de eu ir pra academia. Ir ou não ir? Meu corpo pedia pra ficar em casa mas eu decidi que talvez um pouco de serotonina fosse ajudar. Coloquei a roupa, escolhi uns dois CD´s, porque sabia que com a chuva provavelmente o trânsito ia estar horrível. Saí do prédio e coloquei Marjorie Estiano pra tocar no som. Sim, Marjorie!! Parece brega, adolescente mas o CD dela embalou a minha vida por um grande período de tempo e nada melhor do que músicas conhecidas pra gente cantar bem alto e espantar o baixo astral. Enquanto eu cantava uma música lá, me bateu uma nostalgia, de um tempo em que meu único compromisso na vida, era eu mesma! Faculdade, estágio, academia e no fim do dia uma saidinha com as amigas pra beber e jogar conversa fora. Quando mães tudo muda! A prioridade troca de lugar completamente e muitas vezes nós vamos lá para a quarta posição. Primeiro filho, depois o marido, depois a casa...nos primeiros meses essa troca é nítida e impossível de não acontecer. Mas com o tempo as coisas mudam e na verdade DEVEM mudar. Ás vezes quando convivo com outras mamães percebo um completo abandono delas em prol dos filhos. Isso é visível nas roupas que elas vestem, nos cabelos desgrenhados, no rosto sem uma maquiagem, no jeito como tratam os filhos. Não estou aqui fazendo uma crítica, longe de mim. Porque se tem uma coisa que aprendemos depois que nos tornamos mães, é tentar não julgar ao máximo (porque totalmente é impossível) as outras mães e num modo geral, as outras pessoas. Cada uma sabe aonde aperta o SEU calo! Mas também se tem uma coisa que eu aprendi depois que ganhei o João foi que não posso esquecer de mim por causa dele. Minha mãe uma vez me disse “Juliana não transfira toda sua felicidade pro seu filho porque depois eles crescem e vão embora” e eu levo muito isso na minha vida. Claro que tem aquele período básico de abdicação que eu mencionei ali em cima. Ainda mais eu que amamentei até 1 ano, ou seja, sempre tive muito o João como meu dependente. Mas depois eu voltei a ser a minha prioridade número 1 porque eu estando bem comigo mesma, consequentemente vou fazer bem pros que me cercam. Não quero lá na frente jogar as minhas frustrações por não ter feito o que eu quis em cima de um filho, ou de um marido, ou de uma profissão. Uma frase que meu pai sempre fala e é lema na minha cabeça é “Só você pode viver a sua vida”. Somente eu posso fazer as minhas escolhas, cuidar de mim, buscar a minha felicidade. Assim que pude, voltei a freqüentar uma academia (durante meses fui aqui no meu prédio mesmo enquanto João ficava com a babá), voltei a fazer minha drenagem, voltei a trabalhar (comecei com meio período e quando me senti pronta mudei pro dia todo), voltei a sair com as amigas (negociava com o marido, a avó, a dinda). Não posso negar que tive e tenho inúmeras vantagens como uma babá (apostei numa sem experiência e por isso mais em conta, ela ficou dos 3 meses aos 11 no período da tarde e depois ele foi pra escolinha), pais maravilhosos que me ajudam moral e financeiramente, um marido MEGA parceiro, um trabalho em que posso fazer os meus horários mas mesmo com tudo isso tem mulheres que se acomodam! Eu podia ter ficado em casa alegando cansaço, poderia ter desistido da babá e da escola quando saía e deixava João chorando a minha ausência. Mas eu escolhi me buscar, resgatar a Juliana cheia de vida interior que eu era antes. Que queria ler todos os livros do mundo, escutar todas as músicas, conhecer todos os lugares, rir com as amigas, ficar de bobeira vendo TV.
Sei que o texto está longo mas queria que vocês entendessem a mensagem. Às vezes é mais fácil ficar estagnada vendo a vida passar. Tive que abdicar um pouco do tempo que tenho pra ficar com o João pra ficar um pouco comigo mesma. Questiono-me um pouco quanto a isso mas todas as escolhas exigem renúncias. Quando estou com o João, sou totalmente dele, sento, brinco, estimulo, entro na barraca que tem no meio da minha sala, me considero uma boa mãe. Mas isso não quer dizer que eu tenha que ser 100% ele o tempo todo!

Ouvindo Marjorie tentei lembrar da Juliana de tempos atrás que ouvia essa mesma música. Os anseios de uma nova adulta, de uma menina cheia de sonhos, que sofria por amor e permitia-se degustar a melancolia desses sofrimentos. Apesar do tempo ter passado, eu ainda sou um pouco essa Juliana, hoje com sonhos diferentes, mãe, que não sofre mais por amor porque encontrou o seu, mas eu ainda sou eu!

Fui pra academia, malhei por quase 2 horas, suei na aula de bike e visualizei que dali a tristeza do dia ia se esvair. Voltei pra casa cantando bem alto, cheguei, preparei o banho do João, comi alguma coisa e esperei pelos dois amores da minha vida. João chegou sorrindo, brincamos, dei banho, brincamos mais um pouco e coloquei ele pra dormir. Olhando pra ele realmente, qualquer tristeza foi embora junto com a chuva lá fora. Tomei um vinho com o marido, recebi um email que me deixou muito feliz e fui dormir! Hoje amanheceu um dia lindo de sol e tudo passou (mas isso não quer dizer que outros dias como esse não virou...that´s life).
Bom final de semana, gente. Desculpem pelo longo texto mas foi um simples desabafo de mãe!

Beijo beijo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fala, Laís!

Mamães, na busca de um perfil legal e diferente de mãe pra entrevistar aqui, pensei na Laís, uma amiga que foi mãe aos 16 anos. Diferente no sentido dos perfis que já apareceram por aqui porque gravidez ainda na adolescência é muito freqüente em todos os lugares do mundo. Garanto que todas vocês conhecem alguém que se descobriu mãe cedo e teve que amadurecer de repente pra poder cuidar de um filho. O que eu vejo que acontece muito é a grande participação dos avós nesse processo mas no caso da Laís não. Apesar de ela ainda morar com a mãe, é totalmente atuante na educação do Leonardo, sem confundir a relação de mãe-neto-avó.

Laís, queria te parabenizar desde já porque eu imagino que não seja nem um pouco fácil ser mãe cedo, numa época em que ainda estamos nos descobrindo como pessoa e ter que encarar concomitantemente a responsabilidade de criar um filho. Parabéns por encarar de frente a maternidade e por tomar as rédeas da educação do Leonardo mesmo sendo mais fácil entregar isso para sua mãe.

No final da entrevista tem 3 perguntas respondidas pela mãe da Laís, a Andréa.


JOGO RÁPIDO

NOME: Laís Linhares Mendes
IDADE: 21 anos
QUANTOS FILHOS E QUAIS IDADES: Um – Leonardo de 5 anos.
ESTADO CIVIL: Solteira

CORRERIA DO DIA COMO MÃE: Assim como muitas mães a minha rotina do dia-a-dia é bem agitada (mas conto com a ajuda da minha mãe). Acordamos cedo, o Leo vai para “recreação” e eu pra Faculdade. Meio dia voltamos pra casa, almoçamos e o Leo vai para a escola e eu pro trabalho. Final do dia retornamos pra casa novamente e começa o ritual: banho, janta, brincadeiras, desenho, jogos, filmes; provas, trabalhos, livros, casa.
Apesar de agitada - às vezes com episódios estressantes - nos viramos bem nessa correria diária. Porem, a sensação de não dedicar tempo e atenção suficiente ao filho esta sempre presente.

PERGUNTAS:

1) Laís não posso deixar de começar perguntando como foi a sua reação com a descoberta da sua gravidez?
R: A primeira reação foi de susto, mas de imediato parece que é brincadeira, não assimilei no primeiro momento. Quando a “ficha caiu” o medo se juntou ao susto. Depois - quando já tinha um apoio, uma base – senti uma mistura de alívio, felicidade, medo e insegurança. Com o passar dos meses os sentimentos foram ficando mais claros, consegui curtir minha gravidez, que foi muito tranqüila.

2) Pra quem você contou primeiro e qual foi a reação dos seus pais, principalmente da sua mãe? Porque apesar de eu não ter engravidado na adolescência a minha gravidez também não foi planejada e a reação da minha mãe, que como mãe sabia tudo o que iria enfrentar, foi a de maior preocupação.
R: A primeira pessoa que eu contei foi para o pai do meu filho (que na época já não era mais meu namorado). Mas na minha família a minha mãe foi a primeira a saber. A reação dela foi calma (na medida do possível), mais com certeza repleta de muita preocupação e angústia – um misto de sentimentos. A primeira reação do meu pai foi um pouco mais “nervosa” e rude.

3) Como você conseguiu na época conciliar as conseqüências de uma gravidez (dúvidas, cuidados e expectativas) com a sua vida rotineira de adolescente (estudos, festas, amigos e a construção do seu futuro).
R: Algumas coisas relacionadas à vida de adolescente eu tive que abrir mão. Mas eu freqüentei a escola ate o 8º mês de gestação, e consegui me formar no ensino médio com a minha turma. Estar entre os amigos nesse período me ajudou em relação as minhas expectativas de grávida, a lidar com os meus sentimentos confusos e a entender que a vida não iria parar por ali. Na bem da verdade eu não tinha muita noção do que era ser mãe, não sabia o que me esperava. Eu lia livros, assistia programas na TV. Minha mãe me orientou sempre. Não foi um momento fácil, mas passei por ele da melhor maneira possível, e aprendi muito, principalmente sobre mim mesma.

4) Como foi a reação das suas amigas? Elas te ajudaram ou se afastaram como acontece com muitas meninas que eu conheci? Você sentiu muito preconceito?
R: As minhas amigas foram as melhores e são até hoje, tive total apoio delas, participaram de todo o processo e hoje em dia ainda participam da vida do meu filho. Claro que tive uma ou outra decepção, mas no geral não senti muito preconceito das pessoas próximas.

5) Como foi a participação do pai do Leonardo, desde o princípio. Vocês mantiveram algum relacionamento depois da descoberta da gravidez?
R: Não estávamos mais juntos e continuamos dessa forma. A família do pai dele é muito presente – desde a minha gravidez até hoje. A relação com o pai é boa, eles sempre tiveram contato, apesar de não ser uma relação intensa de pai e filho.

6) Qual foi a maior dificuldade que você encontrou como mãe adolescente?
R: Além das dificuldades normais de uma mãe de primeira viagem, acredito que a maior dificuldade é a interrupção da adolescência – que é um período onde o jovem precisa do seu espaço, de atividades para expressar os sentimentos e vivenciar eles – com a descoberta de uma gravidez. Conseguir se adaptar a esse novo momento e entender que dá pra conciliar os dois papéis.

7) Como é a sua relação com o seu filho hoje? Ele já entende que você foi mãe mais cedo do que a maioria, que você ainda estuda e mora com a sua mãe? Ele te faz algum questionamento a respeito?
R: É uma relação de mãe e filho, muito intensa e forte. Não sei se ele consegue entender que eu sou mais nova que as outras mães, tento não ser “diferente” das outras mães. Entre os amiguinhos dele, existem aqueles filhos de pais separados que moram com as mães, mães e avós e por ele estudar na escolinha da UFSC, a maioria das mães e/ou pais também estudam. Questionamentos ele faz alguns, em momentos específicos, acredito que agora ele esteja entrando em uma idade que vai começar a querer entender a família e vai começar a perguntar mais.


8) O que você teve que interromper com a chegada de um filho aos 16 anos? Como foi ter que amadurecer tão de repente?
R: Eu não diria que tive que interromper alguma coisa, pois os estudos eu terminei no tempo normal e não tinha uma carreira profissional. Foi preciso abrir mão de certas coisas, como: sair à noite, balada, festas, etc. Eu não senti essa pressão de ter que amadurecer, quando eu percebi já tinha “crescido”, de repente eu me sentia diferente. E conforme o tempo ia passando, eu ia me deparando com situações diferentes, aprendendo a lidar com cada “fase” do Leo, conhecendo cada vez mais o meu filho e essa relação tão única entre mãe e filho. E aí eu amadureci, cresci. Quando eu vi, não era mais uma menina. E eu me senti muito bem!

9) Na adolescência o nosso corpo ainda está em transformação. Qual foi a principal mudança no seu corpo após a gravidez e depois da amamentação?
R: Os meus seios foram os primeiros a engravidar, a transformação foi muito aparente, já se notava antes mesmo de eu descobrir a gravidez. E após a amamentação também foram eles os que mais se modificaram.

10) Qual conselho você daria pras mamães adolescentes baseado em tudo o que você viveu?
R: Que elas percebam que é possível viver a adolescência e se divertir, basta saber conciliar os dois papéis – de ser mãe e adolescente – e se adaptar.

Agora as perguntas para a mãe da Laís:

1) Qual foi o seu principal pensamento e preocupação quando você descobriu a gravidez da Laís?
Pensei que ela teria que mudar um pouco seus planos do momento e curtir a vida que estava chegando. Minha preocupação era ajudá-la a ser mãe tão nova e continuar a cuidar dela como minha filha. Sabia que a responsabilidade que estava chegando era grande, mas que ser mãe foi para mim uma experiência muito boa e que podia ser para ela também.

2) Você interfere muito na educação do Leonardo ou age como uma verdadeira avó, daquelas que mima bastante?
Ajo como uma verdadeira avó, que ama muito e ajuda na educação quando a mãe solicita, o que nao são muitas vezes. Dizem que mimo bastante, mas eu acho que não é muito.

3) Como você acha que é a Laís como mãe?
Excelente! Trata ele com respeito e muito carinho. Se preocupa em cuidar dele em todos os detalhes. Podia gostar de comer mais coisas saudáveis.

Espero que vocês tenham gostado!!! E pras mamães que se encontram nessa situação eu desejo muita força!! E o meu respeito e admiração!!

beiijo beijo

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu, eu mesma e Juliana.

Exclusivamente hoje estou tendo tempo de pensar esse blog. Inclusive, logo mais teremos novidades por aqui. Aguardem!

Então, fico aqui falando de outras mães, contando suas histórias...Juro que um dia eu mesma me auto entrevisto...hahaha...mas por enquanto podem fuçar um pouco no www.julianabaronpinheiro.blogspot.com e acompanhar toda a minha história como mãe, desde os seus primórdios! O blog antes era sobre devaneios, depois foi sobre a minha ida pra São Paulo e no fim se tornou um babyblog. Só que eu cansei um pouco de atualizá-lo com histórias sobre a minha vida. pois da minha vida eu sei demais, queria mesmo era saber da vida das outras mães, só pra me sentir melhor por saber que todas passamos pelos mesmos dilemas!!!!

Só uma dica.

beijo beijo

p.s. hoje a academia foi substituída (transferida na verdade pras 21h) por uma Sopa com Música na escola do João...o que será que me espera? Tomara que tenha bastante assunto para o blog. E caso alguém daqui de Floripa tenha dúvidas sobre escolas, a do João é muito boa (depois escrevo mais) e tem um blog.

Bem-vinda Isadora!

Gabriela foi mãe recentemente (06/08/2011) e eu trouxe ela aqui pra matar a curiosidade de quem está prestes a ganhar um bebê.

Espero que vocês aprovitem!!



1) Gabriela, como foi o seu parto? Foi como você imaginou? Alguma dica pra dar pras mamães que estão pra ganhar seus bebês?
O parto foi cesárea agendada, com 38 semanas e 1 dia na Santa Helena. Foi bem tranquilo e uma emoção sem tamanho, sem palavras para descrever. Hmm, dicas? Tentem não ficar tão ansiosas como fiquei, não podia esperar mais nenhum dia para ver o rostinho da minha princesa.

2) A Isadora está mamando bem? A amamentação aconteceu como você esperava? Teve algum probleminha?
A Isadora mama muiiiiiito, gulosinha!!!! Ela pega direitinho e suga com uma força hehe No começo dói um pouco (na verdade os primeiros dias dói bastante, de ver estrelas), meu peito rachou e chegou a sangrar um pouco, mas é só ter persistência que tudo melhora. Estou usando aquela pomada Lansinoh (lanolina hpa) e ajuda bastante. Tive muito leite nos primeiros dias, chegava a trocar de blusa 3 vezes por dia, a concha chegava a transbordar, mas agora só estou usando absorvente para os seios mesmo.

3) Qual a sensação de ter a sua princesa no colo depois de tanto tempo de espera?
A sensação é maravilhosa, um amor verdadeiro, indescritível!!! Estou cada dia mais apaixonada por ela e adorando ser mãe :)

4) O que já mudou na sua rotina com a chegada do bebê? Já está sentindo falta de dormir?
A vida muda completamente, tudo é novidade. Me afastei do trabalho para ficar tempo integral com ela em casa. A gente fica muito cansada agora no começo, nessa fase de adaptação mas todo o esforço vale a pena. A gente aprende a deixar de ser menos egoísta a cada dia que passa, primeiro ela, depois eu. Hoje, por exemplo, são 20:30hs e não tive tempo nem de tomar banho ainda rsrsrsrs...
Nos primeiros dias acordava de hora em hora preocupada, só para ver como ela tava, se tava tudo bem.. agora já estou dormindo melhor, ela é bem tranquila.

5)O papai está ajudando nas tarefas rotineiras? Conta um pouco pra gente como está a sua correria.
Sim, o papai está ajudando sim e esse apoio é muito importante. Confesso que ele me surpreendeu bastante! Achei que ele não ia levar jeito nenhum, mas desde o começo pegou ela no colo direitinho, trocou fraldas, deu banho.. paizão! Tá todo babão rsrsrs...
A correria está grande, o dia passa voando... troca fralda, dá mamar, faz arrotar, dá banho e começa tudo de novo hahaha mal sobra tempo pra gente.

Espero que vocês tenham gostado! Obrigada Gabriela pela disponibilidade do seu precioso tempo nesse momento!!

Falando em esperar bebê....hoje nasce o filho da nossa querida Bia Mendes do "Agora sou mãe", que participou do post sobre moda há duas sextas feiras atrás!!! Boa hora Bia e logo queremos sua participação aqui sobre como foi a chegada do Dudu!!

Amanhã é dia de entrevista da semana, aguardem!

beijo beijo

Sim, eu desenho pra vocês! ;)

Problema resolvido quanto aos comentários e acabei fazendo algumas alterações!Então eu vim aqui ensinar passo a passo como se deixa recados e como vocês podem se tornar seguidores do blog. Muitas amigas vem dizer que adoram o blog, deixam recados no meu facebook, mandam emails dizendo que não conseguem nunca comentar ou me seguir. Daí eu decidi explicar bem detalhado como fazê-los!

PRIMEIRO, COMO SE DEIXAM COMENTÁRIOS:

1) Você vai até o final do post e clica em cima do número de comentários do dia:

2) Vai abrir uma segunda telinha igualzinha a essa:


3) Aí você vai escrever o seu comentário na caixa de texto onde está escrito "Faça um comentário".


4) Depois de escrito o texto, você vai selecionar uma conta do Google (basta ter um email do Gmail) ou simplesmente selecionar Anônimo. Depois você clica em "Publicar Comentário".


5) Vai aparecer uma tela como essa e assim que eu aceitar o comentário, ele vai aparecer no blog!


Parece simples pra nós que lidamos com isso há algum tempo mas pra quem desconhece o blogger, às vezes é mais complicado.

AGORA, COMO FAZ PRA SEGUIR O BLOG:

1) No lado direito da página tem uma seção chamada "Os queridos leitores".

".

2) Você vai clicar em cima da linha azul onde está escrito "Participar desse blog"e vai aparecer uma tela como essa.


3) Eu escolhi uma conta do Google mas pode ser um Twitter também. Posteriormente vai aparecer uma tela pra você logar com a sua respectiva conta. Vai aparecer uma tela como essa e é só clicar em "Seguir esse blog".


4) Pronto! O processo foi concluído e você é mais um seguidor por aqui!


Espero que tenha ficado fácil. Realmente antes o blog estava com um problema pra deixar comentários mas agora que está resolvido e bem explicadinho espero que vocês participem mais!!!

beijo beijo

Novo email para contato!

Gente, fiz um novo email para contato do blog: blogfalamae@hotmail.com!! Vocês podem mandar ideias para posts, fotos ou a sua história materna que assim que possível eu entrarei em contato!!

Eu, minha mãe e outras amigas estamos encontrando dificuldades para comentar aqui. Quando o perfil do Google é selecionado, dá uma página de Erro. Ainda não sei o que fazer mas vou tentar resolver o problema!!

Tentem sempre comentar no último post porque raramente eu volto pra olhar os antigos e acabo perdendo recados gostosos que vocês deixam!!!

Logo mais, o post do dia e nos próximos dias, novidades boas surgirão! Pensamento positivo sempre!!


beijo beijo

p.s. pai, adorei sua ligação ontem pra elogiar o blog!! Eu tava fazendo clareamente nos dentes (um de 5 minutos por dia, o que pra uma mãe que está sempre na correria é uma belezura) e não consegui falar muito! Mas amei que você ficou emocionado com o espaço!! O seu apoio é sempre muito importante!! E pode deixar que logo você participará por aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Crianças a bordo, com Patrícia Papp!

Eu “conheci” a Patrícia durante a sua ida ao programa da Ana Maria Braga para divulgar o seu livro “Crianças a Bordo - Como Viajar com Seus Filhos sem Enlouquecer”.

Adorei o modo como ela encara esse desafio de botar as crianças embaixo das asas e ir desbravar esse mundão a fora. Patrícia me disse que ela e seu marido sempre gostaram de viajar e já foram para os quatro cantos do mundo. Quando seu filho mais velho, Pedro, nasceu, eles decidiram que não iriam deixar essa paixão de lado e fizeram a sua primeira viagem em família quando o pequeno ainda tinha 3 meses! Hoje a família aumentou com Luiza que faz 3 anos em Novembro e já tem o seu passaporte bem carimbado!!

Eu particularmente ainda não fui para o exterior com o João mas já o levei ao Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Caxias do Sul (já fomos 4 vezes e são quase 8 horas de carro), Criciúma...viagens mais curtas mas que com certeza exigiram igual coragem, organização e paciência (e bota paciência nisso)!!

Pedi pra Patrícia falar um pouco sobre como é viajar com os filhos e dar algumas dicas. Espero que vocês aproveitem, entrem no blog dela e comprem o seu livro AQUI!

Bons motivos para viajar quando os filhos são bem pequenos

Estes dias eu estava vendo fotos e pensando sobre as viagens que Luiza, que tem 2 anos e meio, já fez... acho que ela passou boa parte da vida viajando. Já foi pro Sul, para o Nordeste, pro Rio e para São Paulo, para Disney, para Paris, Londres, Dubai e, o mais longe e exótico de todos os destinos: Tailândia.

Muita gente pensa: "Ihhh mas ela não vai lembrar de nada..." . O meu marido tem uma resposta pronta: "Mas eu vou". Eu acho uma delícia viajar em família, acho que é um momento muito diferente do stress do dia a dia, da correria, dos almoços apressados, do leva e traz da escola. Defendo as viagens em família até o fim.

Por isto resolvi fazer uma lista com 10 motivos para começar a viajar com seus filhos quando eles ainda são pequenos:

• As passagens aéreas para menores de 2 anos são gratuitas ou muito mais baratas, se a criança viajar no colo;

• Enquanto eles ainda não andam (ou engatinham) é você quem decide o ritmo. Eles não se incomodam de passar horas no bebê conforto em uma viagem de carro ou no avião. E ainda não sentem necessidade de explorar o mundo a sua volta;

• Qualquer quarto simples de casal acomoda também um bebê e, geralmente, não é difícil conseguir um bercinho;

• Qualquer bacia serve de banheira improvisada;

• Se o bebê mama exclusivamente no peito, não é preciso levar nenhum utensílio como pratinho, copinho, talheres, lata de leite em pó ou frutas;

• Você pode passear com o bebê no carrinho (sling ou mochila canguru) por horas que ele não ficará cansado ou estressado. Se tiver sono, ele pode dormir tranquilamente;.

• Viajar com filhos deixa de ser uma ideia complicada. Na viagem seguinte, a experiência da primeira vai ajudar bastante;

• E por último, e mais importante: as crianças vão se acostumando a viajar, sair da rotina e vai ficando cada vez mais tranquilo.

Algumas fotinhos das viagens da família:



No barco, Cataratas do Iguaçu, Luiza com 11 meses.



Zoo de Buenos Aires, Pedro com 4 anos.



Tailândia: Luiza com 1 ano.



Disney: Luiza com 6 meses.



Nordeste: primeira viagem da Luiza, com 3 meses. Quando o Pedro tinha 3 meses fomos para a mesma pousada.



Na última dormindo no carrinho (ela continua fazendo isto até hoje).

Patrícia muitíssimo obrigada pela sua participação, adorei!! Aguardo vocês aqui em Floripa!!

Mamães espero que tenham gostado das dicas!! Comentem!!

beijo beijo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Samuel a bordo!

Gente a história de hoje é incrível e são por relatos como esse que eu acredito de verdade na ideia desse blog. Nos primeiros dias fiquei super empolgada com os acessos e os comentários por aqui mas confesso que com o passar do tempo, a falta de comentários e acessos acabei me desempolgando um pouco. Porque afinal um blog se faz de seus leitores mas ao mesmo tempo tantas mulheres vem me dizer (por email, pelo face ou pessoalmente mesmo) que se reconhecem nas histórias mencionadas aqui que eu decidi continuar me empenhando e buscando histórias de mamães pra compartilhar com vocês!!

Enfim...a Fernanda me mandou um email no primeiro dia que o blog foi ao ar e o texto dizia o seguinte:

“Oi, Jú!!!
Achei incrível!!! Já virou um favorito! Queria dar uma sugestão de entrevista... O que fazer quando o bebê da sua vida, e a carreira da sua vida nos partem o coração? Ser mãe me realiza a cada minuto, me enche de amor, mas não ser mais piloto, meio que parte meu coração... Isso passa? Ever? Eu sei que não da para pensar duas vezes, estou arrebatada de amor, mas não queria que tivesse essa lagriminha lá no fundo...Certamente mais alguém passa por isso... E isso passa algum dia?
Beijo e mais uma vez, parabéns!!!”

Achei a história da Fernanda e quis saber mais. Ela mandou mais um email contando por cima e eu pedi pra ela mandar a história completa.

Com vocês a história da nossa querida leitora Fernanda Madeira!!

“Bom, para começar, meu nome é Fernanda, e eu, além de mamãe muito orgulhosa do Samuel, sou Oficial da Marinha Mercante - Náutica!Quer dizer: Aquela pessoinha que "dirige" os navios para lá e para cá! Bom, mas você pediu um começo, não? E este nãããão o é! Para começar bem começadinho eu tenho que dizer que eu NUNCA, mas NUNCA MESMO, quis ter filhos. Ou casar. Ou qualquer outra coisa do tipo. Eu queria mesmo, de verdade, era crescer, trabalhar, viajar muito, ter uma apartamentinho pequeno e cheio de livros, asim, paredes inteiras forradas deles, e um cachorro! O cachorro era parte fundamental! Pois é... Já dá para rir, não? Mas... com milhões de idas e vindas... Fui fazer vestibular! História! Geografia! Produção editorial! Veterinária! E uma tal de EFOMM, que eu nunca tinha ouvido falar em toda a minha vidinha!!! Mas era um favor, para a filha de uma amiga da minha mãe. Para quem já faz tanta prova, que diferença uma a mais vai fazer? Então... Eu passei e ela não! Ironia do destino! E fui, só de curiosidade, já que os meus resultados só sairiam mais de um mês depois... Poderia sempre sair de lá, quando passasse em mais alguma coisa e ir, não? Muito bem... Fui!

Faculdade interna, entrada Seg as 0600 e saída Sexta as 1600, fardamento, alojamento, amigas novas, cidade nova, aulas novas. Tudo indo muito bem, mas peraí! Tô aqui para fazer o que mesmo? Ah, boooom. É pra ser piloto de navio! E eu nunca tinha imaginado! Na minha cidade (Teresópolis, diga-se de passagem) mal tem um rio!!! Sabe? Me apaixonei! Paixão arrasadora, avassaladora, de deixar no chão! Era tudo que eu sempre quis e nunca soube!
Eu sou piloto, não de profissão, mas de vocação, de amor, de tudo que é bom. E seeeempre amei ser. Só que depois da formatura... 7 meses embarcada, e uma semana em casa, mais quatro meses por aí, e dois em casa, e por ai vai... Fui para muitos lugares interessantes, Letônia, Tailândia, China, Canadá! Argentina e Uruguai algumas dezenas de vezes... e muitos portos do Brasil.

Fui indo assim, muito apaixonada, até descobrir o offshore! E aí, outra paixão! Não se vai para lugar algum, mas o trabalho é sensacional!!! As férias também não são nada mal. Eram 42 dias de trabalho, e 42 em casa, depois 35, ultimamente 28... Tudo de bom, não? Quem não iria querer? Ah, esqueci de contar!!! Neste meio tempo, no offshore, Casei! E meu marido, também embarca!!! Ha, ha, ha... vida de marítimo é assim, só outro marítimo aguenta! Bom, nesta minha ultima empresa, me convidaram para vir trabalhar em terra, no escritório. E eu pensei que novos desafios são sempre bons, não? De qualquer forma, se não gostasse, poderia sempre voltar para o mar! Maaaas Durante as negociações eis que não me surge a notícia do Samuel! E neste dia, me fiz Mãe. Renegociei as minhas funções em terra, e vim, com toda a coragem de alguém que começa do zero! Trabalho novo e Gravidez nova... não é para qualquer um não... E gente, olha que eu tive muita ajuda mesmo. Minha mãe se mudou para perto, Minha sogra também (e isso é bom!!!), Meu pai se desdobrou em 10, Meu marido dava um jeito de parecer que estava em casa mesmo quando embarcado ( a esta altura ja eram 14 x 14 dias...), e uma empresa cheia de gente legal, que me deu um super apoio. E então o Sam chegou!

Tudo de pernas para o ar, e eu, como ÓTIMA (ha,ha...) mãe que sou, nem pensei em mais nada por meses! Bom, agora vamos todos bem, Eu Sam, Maridão, vovós, vovôs... Todos na rotina de todo dia. Trabalho para mim, Creche para o Sam, Embarque para o Ricardo... Nada de mais, não? Só tem um probleminha... Vocês esqueceram a vocação? Pois é!!! Eu também não! Ainda morro de vontade de voltar para o mar, e trabalho TODOS os dias de frente para o porto... Volto para casa todo dia correndo, querendo muito ver meu Sam, apertar, brincar, saber como foi seu dia na creche (ah, sim, porque eu sou mãe de creche...), enfim, aproveitar o restinho que me cabe antes do soninho da noite... Mas com toda essa felicidade... Eu ainda sinto TANTA falta de embarcar, que não sei se algum dia vai passar! Sou feliz, não dá jeito, a cada sorriso, cada abraço, cada piscadinha... Mas ainda me aperta muito ver meus navios e pensar nunca mais... Mas que vida partida, essa, não?
Beijinho!”

Fernanda, muito obrigada por compartilhar essa história linda digna de Caldeirão do Huck! Se eu fosse o Luciano te dava um navio só pra ti com uma salinha pra Samuel ficar te esperando...hahaha. Mas como eu sou só a mãe do João que escreve um blog nos tempos “vagos”, te dei esse espaço pra compartilhar a sua história com outras mamães! Parabéns pelas suas escolhas e com certeza tudo o que decidires com amor, vai ser bem decidido!!!

E vocês mamães me mandem também suas histórias que eu posto aqui no blog!!!

Beijo beijo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mamães e filhotes estilosos, sim!

Mamães como hoje o post é sobre moda eu vou começar falando da loja de uma amiga minha daqui de Floripa, a Bambino. Nela, a Larissa vende roupas, brinquedos e acessórios para bebês e crianças das marcas GAP, CARTER'S, OLD NAVY, RALPH LAUREN, TOMMY HILFIGER, OSHKOSH entre outras...Além de tudo ela aceita encomendas!



E só entrar na página do facebook, escolher sua roupinha, deixar um recado que tudo é encaminhado pra sua casa embaladinho pra presente!! Muita comodidade e tranquilidade pra vocês e ela manda para todo o Brasil! Ah e mais uma novidade...quem disser que viu a promoção da loja aqui no blog ganha 10% de desconto!!!

Olhem que fofo esse vestido da Ralph Lauren R$ 95,00!! Com o desconto sai por R$ 85,50!!


Entrem lá e aproveitem!!!

Agora vamos a mamãe estilosa do dia....

Eu conheci a Kah Pinheiro há muuuuitos anos atrás através dos fotologs da vida. Desde então acompanho a sua trajetória através da internet. Kah tem 22 anos, é modelo, estudante de fotografia, adora escrever e hoje é mãe da Luna, 4 meses. Convidei ela pra essa seção de mamães estilosas porque acho que apesar da maternidade ela conseguiu manter o seu estilo de ser e de se vestir. Espero que vocês curtam e vejam que os acessórios, quando nos tornamos mães, fazem toda a diferença!

“Bom, antes de tudo quero afirmar que EU NÃO GOSTO DE COISA BÁSICA! rs Na gravidez eu sofri muito com essa questão de roupa, principalmente roupas de sair para festas, casamentos e etc. Sempre que entrava em uma loja especialmente para gestantes eu ficava com a auto estima lá em baixo! Afinal, eu sou jovem e muita coisa que eu via não me identificava, nem com o meu estilo e nem com a minha idade.

Então teve uma vez que eu precisava de uma roupa para ir a um show e eu quase chorei no meio do shopping por não conseguir roupa. Eu gosto de brilho, de roupa preta, do estilo rock chic e aonde que uma grávida consegue se vestir assim? Deixei 9 meses de lado a minha vaidade e optei pelo conforto!

Hoje, com a Luna já com 4 meses confesso que me peguei algumas vezes me vestindo como "mãe", uma peça básica mas sempre com uma sobre posição que dê um "TCHAM", uma coisa mais florida, e MUITAS camisas de botão para a facilidade na hora de amamentar. Mas, agora eu não deixo de lado minha vaidade, uso camisetas fechadas que consigo amamentar, uso salto alto (é raro) mas uso quando sei que vou ficar sentada (com uma sapatilha na bolsa) e dou um jeitinho pra tudo.
As leggins eu quase não uso mais pois marcaram muito minha fase de gravidez, opto agora pelo famoso jeans, branco, preto, azul...! E shorts variados...

Bem básica de branco mas com o lenço azul que deu toda diferença.

E toda de marfim básica com um casaco com brilho que mudou o visual.”

Espero que vocês tenham curtido. Segunda feira tem um post lindo sobre a mamãe Fernanda que me encaminhou a sua linda história por email e agora vai estar por aqui!! Aguardem que a história é incrível!!!!

Beijo beijo

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fala, Isabela!

Primeiramente: mãe, adorei o recadinho ontem!! Sei que escrever do Iphone é mais complicado mas o que valeu foi o significado das tuas palavras!!

Agora vamos a entrevista da semana.

Desde que eu comecei a planejar esse blog fiquei pensando em perfis interessantes de mamães pra compartilhar com vocês. Estilos diferentes, profissões diferentes, condições diferentes mas que com certeza enfrentam os mesmos dilemas todos os dias, como qualquer outra mãe. E foi nessa busca que convidei uma advogada e professora universitária para participar desse quadro de entrevistas semanais. Isabela é advogada, professora, e coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica na minha antiga faculdade de Direito, esposa de um advogado e professor também e mãe de dois meninos lindos! E nas “horas vagas” ainda está cursando um mestrado na UFSC! Com essa pequena introdução vocês já devem imaginar a correria imensa que deve ser o dia dessa mãe! Então com a palavra, Isabela, nossa mãe da semana:



JOGO RÁPIDO
NOME: ISABELA MEDEIROS – ISABELA PINHEIRO MEDEIROS GONÇALVES DA SILVA
IDADE: 35 ANOS
QUANTOS FILHOS E QUAIS IDADES: DOIS FILHOS: BRUNO, 7 ANOS (QUASE 8) E THIAGO, 5 ANOS
ESTADO CIVIL: CASADA
CORRERIA DO DIA COMO MÃE: Como toda mãe que trabalha, passo o dia correndo do trabalho para casa, de casa para o colégio dos meninos, do colégio para o mestrado na UFSC, da UFSC para o colégio (novamente) e do colégio para o trabalho (novamente) e finalmente para casa... Enfim, tento me desdobrar para dar conta de tudo e, claro, sempre achando que não dará tempo e que não estou dando a devida atenção aos meus pequenos... Acho que toda a mãe acaba carregando este sentimento... Mas, enfim, acho que até agora tenho dado conta do recado...

PERGUNTAS:
1) Quando os meninos eram menores como você conseguia conciliar a vida profissional e a maternidade?
Sinceramente? Não sei... Mas acho que deu certo, pois passamos – eu, meu marido e meus filhos – por esta fase sem traumas e más recordações. Não precisei diminuir o ritmo de trabalho e nem deixei de dar a devida atenção aos meninos, então acho que me saí bem. Nesta fase mais complicada, para que possamos conciliar todas as nossas atividades, o trabalho em equipe é fundamental: sempre pude contar com o meu marido – que é um excelente pai, além de grande parceiro – e também com meus pais, além de uma funcionária que trabalha na minha casa. E, é lógico, a licença maternidade é indispensável. Só tenho pena de não ter usufruído dos 6 meses, tive apenas 4 meses nas duas licenças, a legislação ainda não havia sido alterada. Mas é lógico que não é fácil. Por várias vezes, principalmente após o nascimento do meu segundo filho e seus primeiros seis meses, sentei e chorei muito... Eu tinha dois bebês em casa que demandavam muito a minha atenção. E, além do cansaço natural, havia o estresse com a novidade de ter dois filhos e, somado a isto tudo, a insegurança de não dar a atenção necessária aos dois. Acho que é o tão conhecido e falado “sentimento de culpa” que, sinceramente, eu acredito que exista sim e que infelizmente me acompanha desde o nascimento do meu primogênito.

2) Você chegou a pensar em desistir de trabalhar pra ficar com os pequenos?
Não. Embora eu tenha sempre desejado ter meus filhos e a família que tenho hoje (que é o meu maior sonho realizado, sem dúvida), também sempre tive muita consciência da minha escolha profissional. Sou uma mãe apaixonada, mas também amo minha profissão e adoro estudar. E, mais do que tudo, não abro mão que meus filhos, quando crescerem, tenham muito orgulho da mãe deles, não apenas como mãe, mas também como uma excelente profissional. Acho que isto já está sendo bem cultivado entre nós, pois por mais que eles reclamem quando eu saio para o trabalho ou para o mestrado, eles adoram falar para todo mundo que “minha mãe vai ser mestre e depois doutora”, que “minha mãe é professora na faculdade”, que “minha mãe é advogada”...

3) Como é a relação dos dois num modo geral? Qual a sua maior preocupação com a relação entre os irmãos?
A relação deles me emociona profundamente. Por mais que eles briguem – sim, é verdade, irmãos brigam o tempo todo a ponto de nos deixarem loucas – eles se amam de uma forma tocante. O menor tem uma admiração enorme pelo mais velho, a ponto de passar o dia inteiro atrás dele, chamando-o por “Mão” (abreviatura de irmão, mas que hoje, mesmo ele sabendo pronunciar corretamente, passou a ser o apelido do mais velho). Já o “Mão” tem um cuidado absurdo com o mais novo, como se fosse responsável por ele. É incrível esta relação, pois ela não foi ensinada, foi construída naturalmente pelos dois. E me enche de orgulho. Meu maior desejo é que eles sejam grandes amigos, companheiros pela vida toda. Minha preocupação? Não sei... Acho que me preocupo com o bem estar deles de uma forma geral, mas sobretudo de preservar a individualidade de cada um. Porque por mais que a relação entre os dois seja excelente, é sempre bom que cada um deles seja entendido e respeitado individualmente em suas características e aspirações.

4) Você mudou o seu olhar “jurídico” depois de ter filhos? Fica mais difícil ser imparcial quando nos tornamos mãe?
Acho que a maternidade me deixou ainda mais sensível para certas situações, o que reflete de forma determinante para o meu “olhar jurídico” a respeito de determinados assuntos. Passei a ser ainda menos tolerante para qualquer tipo de preconceito, por exemplo. Mas, sinceramente, acredito que seja indispensável você saber separar o ambiente doméstico do profissional. Tento fazer o possível para não trazer meus problemas profissionais para casa, da mesma forma que tento preservar minha vida pessoal no ambiente profissional. Creio que seja mais saudável. Assim, profissionalmente, sempre que necessário, abstraio meu lado “mãe” e tento agir com a seriedade e imparcialidade que a situação demandar. Mas acho que a maternidade aflora muito a característica de conciliadora, o que ajuda muito na minha profissão.

5) Qual a diferença de idade dos meninos? Você acha que ela atrapalhou ou ajudou na criação deles?
A diferença entre eles é de dois anos e meio. Hoje acho esta diferença perfeita, principalmente porque os dois estão crescendo juntos e muito próximos em suas descobertas e novas experiências. Mas o início foi bem difícil, pois como mencionei anteriormente, são dois bebês em casa. Quando o mais novo nasceu, o mais velho tinha acabado de deixar a fralda e ainda era totalmente dependente para as coisas mais elementares como comer e ir ao banheiro. E o mais novo, por sua vez, estava mamando e sujando fraldas o tempo todo, como qualquer recém-nascido. Então eram duas crianças que me exigiam o tempo todo. Tive que fazer algumas opções e concessões para conciliar as necessidades dos dois. Principalmente em relação ao filho mais velho as atenções foram redobradas, pois ele estava diante de uma situação nova, de ter que dividir seu espaço e sua mãe.

6) Você concorda que filhos do sexo masculino são mais apegados à mãe?
Não sei em relação aos outros, mas posso afirmar que lá em casa sou tratada como uma princesa... Eles são extremamente carinhosos e cuidadosos com a “única menina da casa”. Mas sinceramente não sei se é uma característica inerente a todos os meninos. Sei que os meus filhos têm um ótimo exemplo, que é o pai deles. Eles sempre viram meu marido me tratar com delicadeza e carinho, então acho que eles estão sabendo reproduzir este modelo perfeitamente. E eu acho isto maravilhoso, é claro.

7) Quais os princípios que você se preocupa em passar para os seus filhos como uma “operadora” do Direito?
Acredito que seja essencial praticar o “não preconceito”, o respeito à pluralidade e à diversidade. Também tento transmitir a eles princípios como a alteridade, a solidariedade e a responsabilidade de vivermos de forma sustentável, de modo a garantir que as gerações futuras possam usufruir de um mundo mais pacífico e ecologicamente equilibrado. Mas o mais importante de tudo é que eles tenham noção de realidade e sejam pessoas responsáveis, comprometidas e, principalmente, boas. Acho que estes valores são universais, não se restringem ao universo jurídico.

8) Qual você considera a sua principal característica como mãe?
Esta é uma pergunta que seria melhor respondida pelos meus homens... Acho que sou uma mãe que faz o estilo durona (pronto, falei...). Mas ao mesmo tempo sou muito carinhosa com eles. Tento educa-los para serem pessoas agradáveis, que saibam conviver harmoniosamente com os outros. Mas esta tarefa não é fácil, então acabo ficando com a fama de malvada muitas vezes... Mas sou uma mãe parceira, presente e muito, muito apaixonada pelos meus filhos!!

9) Que os filhos nos privam de algumas atividades que antes nós fazíamos corriqueiramente não é novidade mas o que você mais sentiu falta de fazer quando os dois eram menores? E qual foi a principal melhora com o aumento da idade deles e suas conseqüente maior independência da mãe?
Sinceramente, nunca me senti privada de nada em razão da maternidade. E é claro que deixei (e ainda deixo) de fazer inúmeras coisas que antes da maternidade eu fazia. Mas não sinto falta, de verdade. Isso porque eu escolhi ser mãe e por isto mesmo vivo intensamente e plenamente cada momento da maternidade, curtindo cada segundo de todas as fases. Eu e me marido sempre fomos muito caseiros, então quando os meninos ainda eram bebês, curtíamos nossos programinhas em casa na maior felicidade. Agora que eles já estão maiores, já nos sentimos mais independentes e podemos sair com um pouco mais de frequência, inclusive para viagens curtas.

10) Qual dica você queria que tivessem te dado antes de você ser mãe? E qual você daria para as futuras mamães?
Gostaria de ter sido melhor orientada sobre o período pós parto, pois acredito que seja um momento de profunda fragilidade para a mulher. A confusão de sentimentos é enorme, pois ao mesmo tempo em que se descobre o mais pleno e lindo amor (o amor de mãe), é também um momento delicado, em que nos sentimos fisicamente feias (acabamos de perder todo o “glamour” da gravidez e ganhamos de herança os quilinhos a mais) e cheias de dúvidas e inseguranças para lidar com a nova vida que se inicia. A amamentação é uma destas inseguranças, pois por mais que pareça natural, é uma dificuldade para muitas mães, principalmente de “primeira viagem”. Tive um prazer enorme em amamentar, eu realmente adorava, mas o início da primeira amamentação foi muito angustiante.
E, sobre uma dica ou conselho para as futuras mamães, acho que o conselho mais sincero que tenho para dar é que as futuras mamães não tenham medo, que vivam intensamente sua gravidez e cada momento que estar por vir, pois são momentos de novidades e incertezas, mas, acima de tudo, momentos de uma felicidade indescritível. Leiam e se informem, mas acima de tudo, confiem em vocês mesmas. Vocês estão prestes a conhecer o verdadeiro significado de felicidade e amor, em sua plenitude. No final das contas, é isto que realmente importa, não é?


Espero que vocês tenham gostado!! Comentem!!

beijo beijo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dosando as nossas emoções.



Mamães, segunda feira à noite fui numa palestra com o psicoterapeuta Márcio Schultz chamada “As competências emocionais Eneagrama na gestão de pessoas”. Fui com o pessoal do Hotel e a palestra era para líderes de equipe, falava sobre como é importante saber lidar com as suas emoções na hora de tratar com pessoas. Mas porque estou falando sobre isso aqui num blog sobre maternidade? Porque durante todo o tempo em que ele falava lá na frente eu fazia uma associação dos ensinamentos com a educação dos filhos. Não vou lembrar exatamente de tudo o que ele ensinou mas basicamente ele mostrou que muitas vezes temos uma boa intenção, queremos que algo dê certo mas nem sempre (quase nunca) nos comportamos para tal resultado. Ele apresentou alguns tópicos em que as emoções são responsáveis pelo vínculo e identificação do indivíduo com a sua função mas que quando elas manifestam em excesso, perdem a qualidade de competência emocional, transformando-se em vícios emocionais, responsáveis por conflitos e desengajamento (esse final do texto eu tirei daqui).

Teorias sobre gestão de pessoas, na minha humilde opinião, enquadram-se na educação dos pequenos, claro que com uma certa adaptação porque quando mães nos vemos invadidas de um amor sem fim que por algumas (várias) vezes influencia nas nossas decisões. Nem sempre é fácil agir com a razão quando eles nos olham com aquelas carinhas fofas ou quando nos vemos no meio de uma crise de birra. Segundo a teoria dele, se temos a intenção de que nossos filhos sejam bem educados precisamos nos comportar para tanto, ou seja, nem ceder diante de um sorriso e nem bater na criança diante de um ataque de fúria. Apesar de saber que na teoria tudo é perfeito e utópico, gostei muito desse modo de pensar a relação entre as emoções, comportamentos e intenções. Educando o João no dia a dia me sinto perdida porque acho que faço tudo certo mas nem sempre o resultado é aquele que eu queria. Geralmente isso se dá pelo cansaço, que me torna uma mãe menos paciente e mais preguiçosa. A minha intenção, como acredito ser a da maioria das outras mães é a melhor, mas nem sempre o meu comportamento com o João resulta numa boa educação. Me fiz entender? Hahahaha.

Espero que vocês tenham gostado do texto!! Comentem mais mamães, não se sintam acanhadas. Sei que nem sempre temos tempo de ficar escrevendo. Eu mesma, entro nos meus blogs preferidos todos os dias e nunca comento! Mas queria que vocês participassem mais, afinal essa é a intenção desse blog.

Amanhã teremos a entrevista da semana com uma mãe muito bacana já com consegue administrar dois meninos e uma carreira profissional bastante corrida. As respostas estão MUITO legais!! Espero todas vocês aqui!! Mandem emails e contem suas histórias! Quem sabe você não aparece por aqui! Uma leitora me mandou a sua história, que é muito diferente mas envolve os nossos mesmos dilemas, e semana que vem vai aparecer aqui no blog! Aguardem!!

beijo beijo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Alô alÔ pequenos ouvintes!!



Não me lembro bem ao certo quando tive essa idéia mas agora que João vem ficando cada dia maior e mais esperto tenho pensado mais nisso. No que? Em criar uma Rádio Infantil!!! Vocês já pensaram nisso? Pois tem rádio de jovens, rádio para os que gostam de boa música, rádio para os católicos fervorosos, para a classe mais popular, rádio de informações políticas. Porque não ter uma rádio para as crianças? Várias vezes esqueço os CD´s do João e nem sempre quero que ele escute os tipos de música que estão passando na rádio comum. Fora que já estou um pouco cansada das mesmas músicas dos nossos CD´s. A rádio tocaria músicas para as diferentes faixas de idade da infância, além de ter programas interativos que ensinem os números, vogais, palavras em inglês. Poderia ter um programa sobre músicas infantis antigas para que os pequenos escutem o que nós escutávamos, entrevistas com alguns dos personagens queridos dos pequenos como o Peixonauta, o Doki, a Mônica. Ah, dá pra viajar nas idéias para a rádio. Fora que estimularíamos o gosto por ouvir um rádio, coisa que muitas vezes os pequenos nem sabem o que é. Só querem saber de TV, DVD, Internet, Ipod, Celular...acho que esse contato com o rádio estimularia o sentido da audição e o gosto por escutar as músicas escolhidas por outras pessoas, variadas. O que vocês acham? Deem idéias! E sugiram nomes para a rádio. Vamos ver se algum escuta nossas preces!

Quando fui procurar fotos para ilustrar o post acabei achando esse site (http://www.vilaesperanca.org/?page_id=7) e essa idéia de rádio. Na minha concepção a rádio teria que ser nacional assim, desse tipo realmente ainda não vi mas espero realmente que algum dia alguém banque e invista nessa ideia!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"cóca!"



Ontem fui jantar na casa da minha mãe. Sentei o João numa cadeira e me coloquei ao seu lado. Minha mãe ainda estava terminando de arrumar a mesa enquanto eu servia sopa pra ele. De repente, minha mãe coloca uma garrafa de Coca Cola na mesa e João da forma mais natural do mundo solta apontando pra garrafa "Cóca...cóca...cóca". Eu e minha mãe nos olhamos e começamos a rir. Quem explica? Na minha casa nunca tem refrigerante, eu quase nunca tomo, nunca ensinei essa palavra!! Os caras são bons de marketing mesmo!!!

P.s. óbvio que eu me fiz de desentendida e coloquei água no seu copinhoa e tomei o meu copo de Coca! Porque sempre tento mostrar pro meu filho que certas coisas não são pro seu bico, hoje!

E vocês como lidam com essa questão do "Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço"?

Renata e a amamentação.

Mamães, a poucos dias aconteceu a semana da amamentação, em razão disso hoje o Fala, Mãe! vai tratar um pouco sobre o assunto nas palavras da mamãe Renata do blog “Lilata e os gatos”.
A minha amamentação foi bem tranqüila (ahãmmmmm). Desde que engravidei sempre quis amamentar, talvez pelo exemplo que tive em casa, minha mãe amamentou tanto eu, quanto a minha irmã, até um ano de idade ou por causa de tudo que eu lia sobre os benefícios e tal. Então sempre me preocupei em conseguir amamentar o João. Lembro que tinha medo de não ter leite já que antes do parto não tinha qualquer indício de nada como acontecia com outras amigas. Mas assim que João nasceu o leite apareceu e como apareceu!! Nos 3 primeiros dias foi só o colostro mas logo em seguida o leite desceu em abundância, ao ponto de eu desenvolver uma mastite na primeira semana (só quem teve sabe a dor que é). Nunca tive problemas com rachaduras ou fissuras mas fui 3 vezes pra emergência da maternidade com os peitos vermelhos, febre e muitas dores. Sempre tive muuuito leite! Usei as conchas de silicone até o sétimo mês (malditas conchas, chorava e gritava que ia queimar elas depois) e elas estavam sempre cheias. Sujei muitos lençóis, roupas, chão e todos os lugares por onde eu passava com os meus super jatos de leite (e chorei, chorei, amaldiçoei o Ministério da Saúde várias vezes). Agora eu conto de uma forma engraçada mas sempre sofri muito com a excessiva quantidade. Lá pelo oitavo mês decidi que não queria mais amamentar. João nunca pegou chupeta e era totalmente dependente de mim por causa do peito. A pediatra dele até o apelidou de “amigo do peito”. Além de tudo ele ainda era intolerante e eu não podia comer nenhum derivado do leite por conta dele (nem chocolate pra afogar as mágoas). Ele mamava o dia todo e por causa do cansaço o acostumei a dormir na minha cama agarrado no peito. Vocês mamães já devem imaginar o pesadelo que foi tirar todas essas manhas. Amamentei até 1 ano e 1 dia. Não tirei antes por preguiça do processo, porque João sempre teve excesso de peso e realmente não necessitava mais do leite. Eu marcava o dia que ia desmamar e ele arrumava alguma virose. Aí ficava 1 semana só mamando e por causa da imunidade eu desistia de parar de amamentar. Mas estipulei uma data, o seu aniversário de 1 ano. Pra ajudar a manter a decisão, comecei a tomar um remédio e a usar um ácido no rosto que me proibiam amamentar com os seus usos. Aí pronto. Uns meses antes voltei a tomar a pílula comum que aos poucos foi secando o meu leite. Hoje eu me orgulho de ter amamentado todo esse tempo e vejo a importância que essa decisão teve. Além de João ser super saudável eu perdi todo o peso que ganhei na gravidez, e mais um pouco (só que no pós amamentação ganhei tudo de novo e mais um pouco!).

Agora vamos ao depoimento da Renata...



“Em primeiro lugar queria agradecer por ter me escolhido pra escrever aqui no seu cantinho e contar um pouco sobre a minha experiência com a amamentação dos pequenos.
A verdade é que a amamentação, pra mim, nunca foi uma dúvida. Eu sempre soube queria amamentar os meus filhos e, quando engravidei pela primeira vez, esse desejo só intensificou.
André nasceu e começou a mamar....assim naturalmente e sem dramas. Ele não errou a pega, meu mamilo não rachou, meu peito não doeu, não inchou, não empedrou...eu tinha muito leite e ele mamava MUITO. Mamava o dia todo, sempre que tivesse vontade. Desde o primeiro dia, adotei a livre demanda e deu super certo.
Tudo perfeito, lindo e como eu imaginava, sem nenhum contratempo.
Maaaaaaas (sempre tem um mas....rsrsrs) André era um bebê que NÃO DORMIA! Não é que dormia pouco, ele simplesmente NÃO DORMIA! Já viu um bebê com 2 meses de vida acordado de 6h da manhã até 22h?? Esse era o André. Ele não conseguia cochilar, ficava incomodado, chorava muito e então eu comecei ouvir as mais diversas opiniões desencorajando a amamentação.
Começou com "seu leite não é forte", passou por "esse bebê tem fome" e terminou no "faz uma mamadeirona pra ele, que você vai ver como ele vai dormir". E eu, mãe de primeira viagem, super insegura com medo de estar deixando o meu bebê passar fome, conversei com o meu marido e disse que iria desmamá-lo e começar com o leite artificial, só que FELIZMENTE, o meu marido não deixou. Ele me encorajou, me apoiou, me animou, me incentivou e me convenceu de que o leite materno seria, sempre, a melhor opção.
E foi mesmo, é claro. André foi diagnosticado com refluxo super severo e essa era a causa de todo o incômodo. Era por isso que ele acordava tanto e a minha vontade era esfregar na cara de todo mundo que NÃO ERA FOMEEEEEEEEE!! Só que antes que eu tivesse essa oportunidade, ouvi das mesmas pessoas que o leite materno reflui mais do que o leite artificial, então que se eu substituísse, melhoraria o incômodo dele. Mereço????
Tudo isso pra dizer que palpite só serve pra enlouquecer. E olha que eu nunca fui de dar muita bola pra palpite, mas nessa questão específica me pegou de jeito, me fez questionar as minhas escolhas e QUASE me fez desistir de vez!
Então chegou a Mariana e eu já toda espertona e sabichona, sabia que palpite nenhum me faria desistir de amamentar. Que toda a experiência com o André só me deu a certeza de que era o melhor a ser feito e que, dessa vez tudo seria lindo, maravilhoso e delicioso.
E eu estava acostumada com o André que AMAVA o peito e que, se pudesse, passaria o dia inteirinho pendurado nele. O André não apenas mamava, mas ele se confortava, se acalmava e relaxa va no peito.
Só que a Mariana não!!! Eu aqui, toda linda e cheia de leite e a moça nem dava bola.
Ela "usava" o peito única e exclusivamente para se alimentar. Nunca foi de ficar pendurada no peito, não estava nem aí pra livre demanda...o peito lá à disposição e ela mamava só com muita fome e só até saciá-la - e nem um minuto a mais. NUNCA pegou o peito pra se acalmar e ai de mim se tentasse fazê-la adormecer no peito - era escândalo na certa.
Eu nunca imaginaria isso de uma bebê tão gorducha, que nasceu com quase 4 kg, mas ela desmamou sozinha....foi perdendo o interesse até ignorar completamente o meu peito. Até hoje é assim - ela mama só pra se alimentar...não é de brincar com o bico da mamadeira e nem é de mamar fora de hora. Moça bem resolvida essa, não?
Eu amamentei o André até um ano e a Nana até 9 meses e as duas experiências foram incríveis...cada um deles mamou do seu jeitinho, mas os dois receberam através do me u leite todo o amor que eu fui capaz de transmitir!”

Renata obrigada pela colaboração.

Espero que vocês tenham gostado do post e amanhã tem mais!!!

Beijo beijo

domingo, 14 de agosto de 2011

Feliz dia dos pais!

Antes tarde do que nunca! Vim aqui desejar um Feliz dia dos pais para todos aqueles pais que participam da vida de seus filhos, ajudam as mamães na tarefas do dia a dia (desculpem-me os pais que não trocam fraldas, mas vocês me decepcionam!), dão um exemplo legal e ainda por cima apóiam as mamães nos momentos em que nós temos vontade de matar alguém! Parabéns queridos, vocês realmente são uns amores!

Feliz dia dos pais para o meu pai, que apesar de não ter participado muito da minha infância por causa do trabalho, hoje é mais do que um amigo pra mim e acima de tudo um mega exemplo. Te amo sem palavras, sem tamanho...

E parabéns também pro meu companheiro de vida, meu amor, meu porto seguro, meu tudo. Obrigada por me suportar nos piores momentos e por ser um pai maravilhoso pro João! Você é fora de série!

Também não posso deixar de parabenizar todos aquelas mamães que são mãe e pai ao mesmo tempo. O meu super beijo em vocês!!


A fotinho é de ontem, num dia de verão em pleno inverno aqui em Floripa. Dia lindo, filho amado, aqueles momentos em que temos certeza de todas as escolhas que fizemos na vida!

Amanhã tem post sobre amamentação com a mamãe Renata Fernandas do blog "Lilata e os gatos".

beijo beijos

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Errata!

Óbvio que no post abaixo eu não quis falar história babaca...hahahaha...era bacana!! Mas histórias babacas também me interessam...hahaha!!!

beijo e desculpem pela grosseria.

Mamães estilosas, sim!

Continuo agradecendo o carinho de todos vocês. Estou adorando os emails que eu recebo com ideias para o blog e assim que dá tempo eu os responderei. Aos poucos também vou adicionando os blogs novos e tirando de lá inspiração para os novos posts. Mandem assuntos que vocês considerem legais para escrever aqui. Se você tem uma história bacana (se bem que todas são) mande pra mim! Mandem fotos, mandem dicas! Esse blog surgiu com a ideia de fazer com que todos participem!

Hoje quero dar uma dica antes do post do dia. Ontem fui no show da diva Dionne Warwick aqui em Floripa. Fui assim meio sem muitas expectativas porque sabia que ela era conhecida e tinha ótimas músicas mas particularmente não conhecia bem o seu trabalho. Meninas, vale muito a pena. Alô povo de Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo, ela tem show por aí ainda esse mês. Desembolsem um dinheirinho porque o espetáculo é super válido. Ela canta umas 5 músicas brasileiras, quatro em inglês e uma em português, que faz o público inteiro explodir de emoção. Estou falando tudo isso aqui porque durante o show, seu filho, David Elliot sobe ao palco e a dupla simplesmente arrasa! O cara manda muito bem e a sintonia deles é infinita. Na última música do show em que eles cantam juntos, ela se emocionou com o filho e eu me emocionei com os dois. Foi lindo, lindo! Fica a dica!

Agora o nosso post...

Sempre vejo nesses blogs de moda, tentativas de mostrar como uma mamãe também pode ser estilosa. O problema é que as tentativas sempre se baseiam em mulheres famosas, cheias de bufunfa, esguias como um poste e com bastante tempo pra ficar se arrumando. Ou seja, na teoria é tudo uma beleza mas na prática nem tudo são flores (apesar de que essas parecem estar na moda).

Por isso, resolvi unir algumas mamães que como eu não são “celebridades” (apesar de que em casa só o que se escuta são os nossos nomes o dia inteiro), não tem tanto money sobrando e muito menos tempo!! Pedi pra que cada uma delas explicasse o que está vestindo na foto e desse algumas dicas do que costumava usar na gravidez ou o que fica bom usar quando se sai com os filhos a tiracolo.

Lembro que diversas vezes durante a minha gravidez me peguei sentada na frente do guarda roupa tentando bolar um jeito de me sentir bonita e confortável ao mesmo tempo. Logo eu que jamais troco de roupa depois que coloco uma e não demoro mais de 1 minuto pra pensar no que vou vestir. Engordei bastantinho e por isso meu armário foi ficando sem muitas opções ao longo dos meses. A sorte é que era verão e qualquer vestido ou calça colorida larga salvava a minha pele. Lá pelos 6 meses me vi doida pra vestir uma calça jeans, fui voando até uma loja especializada em gravidez e paguei uma banana numa calça meia boca, mas que fazia as vezes de uma calça de “gente normal”. Usava ela todos os dias, em todo tipo de evento e depois que ganhei o João enfiei em algum lugar tão obscuro que nunca mais vi a dita cuja. Mas o maior problema foram os meus queridos pézitos, que ficaram tão mas tão roliços que no final da gravidez só o que eu usava eram Havaianas. Olhava aquelas sandálias lindas na vitrine, toda entrelaçadas e tinha vontade de sumir achando que nunca mais ia poder usar uma daquelas. Nóias de grávida que acha que aquele corpo modelo balonê jamais vai embora, que vamos ficar daquele jeito pra sempre. Se você também passou por isso, põe o dedo aqui. E se você está passando, colega, tira essa carinha do rosto, põe qualquer roupa que te faça sentir confortável e sai pra dar uma volta, que logo logo você vai parir a coisa mais lindo do mundo e todas essas chatices vão passar!

Enfim, hoje vamos conhecer as mamães Mônica Hess e Beatriz Mendes. Ambas tem blog, ambas vivem na correria. Uma é mãe de uma menina linda de 1 ano e a outra está prestes a se tornar uma.
Espero que vocês gostem e se inspirem pro final de semana. Logo logo mostro mais mamães pra vocês.

MÔNICA HESS:

“Bom, a cartela de cores é basicamente preto, branco, camelo e bastante onça. Esse inverno usei muito couro: jaquetas, calças, saias... Predominou também, conforme citado, o animal print, presente nas saias longas, leggings, casaco de pele, colete, sapato, bolsa, cinto... Acredito que meu estilo não tenha mudado muito: tenho o lado romântico, onde predomina muita renda, tem o lado mais básico, que não dispensa uma basiquinha branca, tem o lado mais fashion que segue um pouco de tendência. Mas hoje posso garantir que priorizo muito mais o conforto, tanto que tenho usado mais legging que calça jeans e os saltos finos também foram aposentados: as últimas aquisições foram botas com salto médio, mais grossinho ou sapatos com salto anabela. A maquiagem também ficou mais pratica e os cabelos idem - aposentadoria para chapinha, com utilização somente de um secadorzinho mega rápido. Resumo da ópera: acredito que estilo e gosto não mudaram depois da maternidade, com exceção de hoje optar pelo conforto. Segue duas fotinhos, com exemplo de roupa quentinha para noite que usei nesses dias mais frios.

E a segunda, com basiquinha branca e legging de montaria, para passar o dia na fazenda. Tudo muito prático, sem frescura.”


BEATRIZ MENDES:

“Separei 3 fotos. Na do meu chá de bebê em que usei um shorts que costumava ser boyfriend e se ajustou mais ao corpo com a gravidez. Estava com 7 meses na época. Embora eu goste bastante da blusa larguinha, ela pode "enganar" a barriga e fazer você parecer gordinha ao invés de grávida.

O segundo look é com um vestido que eu usei bastante durante toda a gravidez. Gosto muito dos recortes logo abaixo do seio, porque marca a barriga e acho que fica super elegante.

O terceiro e último é um vestido bem larguinho de linha, super confortável para o dia a dia. Estou usando bastante agora no inverno com meia calça e casaquinhos.
Além disso, eu uso bastante leggings, calças jeans maternity, que são muito confortáveis e camisas e blusas sempre marcando a barriga. Os acessórios são indispensáveis: lenços, bolsas, colares, bijoux e sapatos legais podem transformar qualquer roupa básica em algo mais moderno e especial.”


Espero que vocês tenham gostado. Mandem fotos e logo logo aparecerão por aqui!!

beijo beijo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fala, Mariana!

Primeiro quero deixar registrado o meu muito obrigada pelo carinho demonstrado com a entrada do blog no ar. Fiquei muito feliz com as 80 visitas e os recados deixados tanto por email, como pelo facebook. Espero realmente que esse espaço dê certo e estou trabalhando ao máximo para isso, sempre pensando em assuntos legais e pessoas interessantes pra trazer pra vocês! Já tem bastante post legal pronto e ao longo dos dias vou colocando aqui!! Sigam o blog, não se sintam acanhados em comentar. Sei que tem gente que encontra dificuldade pra comentar mas é só logar com qualquer conta do Google, como orkut ou gmail.

Também quero deixar registrado que sou um zero a esquerda pra design de blog. Se alguém quiser me ajudar, agradeço muito!!!

Agora sim, a nossa entrevista semanal!



Eu “conheci” a Mariana através do seu blog e desde então acompanho a sua jornada, agora dupla, como mãe. O que sempre me chamou a atenção foi a maneira leve com que ela encara os acontecimentos e o toque de humor que acrescenta na sua escrita. Não é a toa que Mariana é seguida por tantas pessoas e querida por elas. Lembro muito de chamar o meu marido para ler comigo as sagas de Alice e suas tiradas hilárias. Assim, não poderia deixar de começar os questionamentos desse blog com essa “ex-futura bióloga que se formou radialista, ex-radialista que foi estudar gastronomia, ex-estudante de gastronomia que foi trabalhar com café, ex-barista que queria cantar numa banda de soul...”, como ela mesmo se define em seu perfil.

JOGO RÁPIDO
NOME: Mariana Zanotto
IDADE: 31
QUANTOS FILHOS E QUAIS IDADES: Alice, quase 4 anos, e Lucas, 1 ano
ESTADO CIVIL (só pra gente ter uma noção da força dessa mãe...hahaha): casada
CORRERIA DO DIA COMO MÃE: o que mais me enlouquece é o tempo que se perde para fazer as coisas simples do dia-a-dia, como botar roupa ou almoçar. Vestir um simples par de meias na Alice, por exemplo, envolve: um jogo de “este ou este” para escolher o par; uma musiquinha; uns 3 pares provados e descartados; um jogo de “acerte as bolinhas de meia na gaveta”; infinitos ajustes da meia nos pés – porque a costura tá sempre “incomodando”; gritinhos; miados; chororô; broncas e pedidos de desculpa. Nisso já se foram uns 12 minutos. A perua escolar está buzinando lá fora. E ainda faltam os sapatos...

1) Mariana, como foi sua primeira gravidez, e a segunda? Sentiu muita diferença de uma pra outra?
Eu amei estar grávida, nas duas vezes. Tive os perrengues clássicos – enjôos, dor nas costas, insônia, burrice, gases, xixi frouxo e nojices em geral - mas mesmo assim amei cada minuto. Me sentia a deusa grega da fertilidade, podia passar a vida grávida. A segunda vez foi um pouco mais chatinha, engordativa e com uns probleminhas (contrações fora de hora, um mioma no útero que apareceu e sumiu misteriosamente), mas sigo achando a sensação de estar grávida uma das coisas mais legais do mundo. Amo o barrigão, amo os chutinhos, amo os paparicos e queria que gravidez durasse muito mais.

2) Você sempre foi daquelas que sabiam que queriam ser mães ou você era daquelas que nem paravam para pensar nisso?
Eu sempre fui daquelas que sabiam que NÃO queriam ser mães. Nunca achei que levava jeito, nem tinha vontade. Sou preguiçosa demais pra ser mãe – essa é uma das minhas lutas diárias, aliás: vencer a preguiça, acordar cedo, ter pique pra brincar. Bom, então eu não queria ser mãe, até que um dia eu conheci um cara e pensei: ele vai ser o pai dos meus filhos. E foi. Simples assim.

3) Você amamentou? Eu sempre senti muito pressão sobre as mães para amamentarem. Sei que é importante mas acho que existe um certo preconceito contra as que não conseguem. Você concorda? Como lidou com isso?
Amamentei, mas nunca consegui ter uma amamentação plena, totalmente bem sucedida. Tive o mesmo problema nas duas vezes: filhos que não engordavam e aparentemente pouco leite. Me esforcei, procurei ajuda, consegui prolongar a amamentação ao máximo graças à técnica de translactação, que acho importantíssima de ser divulgada porque ajuda MUITO (lá no blog falo disso...). Mesmo buscando ajuda especializada, eu tive que complementar com Nan nas duas vezes, o que foi bem frustrante. Não sei se chamaria de preconceito, mas acho que existe sim uma cobrança pela amamentação exclusiva e ela começa na própria mãe – porque a gente tem peitos pra isso, certo?, a gente deveria ser capaz de alimentar a própria cria. A frustração é enorme. É importante tentar entender o que esta acontecendo antes de aceitar que uma mamadeira de Nan vai resolver a questão. Se a “pressão da amamentação” for para fazer a mulher questionar uma indicação de complemento e tentar entender as causas da dificuldade, acho válido. Mas já li muito que “toda mulher é perfeitamente capaz de amamentar”, como se o fracasso fosse apenas falta de vontade ou esforço. Não é tão simples. Tem muita gente que acaba sendo atropelada por pediatras e tabelas de peso e entra no complemento sem necessidade, mas existem SIM casos em que a amamentação não basta. Então esse papo de “TODA MULHER pode amamentar com exclusividade, e se não amamentou é porque não tentou o suficiente ou foi enganada por um médico inescrupuloso que tem conchavo com a Nestlé” é besteira. Essa abordagem é agressiva, não ajuda. Por mais que se queira amamentar com exclusividade, e por um longo período, às vezes simplesmente não dá – e não tô falando de achismo meu, e sim de algo que ouvi de uma pediatra humanizada, especializada em amamentação, super natureba, que me explicou mecanismos fisiológicos e citou coisas como hipófise, prolactina e outros nomes bem científicos (que evidentemente eu esqueci agora, mas que me convenceram totalmente na época, haha...). Enfim: a amamentação é maravilhosa e importante, merece todo o nosso esforço e informação, MAS, se não rolar, ok. Cultivar mais essa culpa não ajuda em nada.

4) Qual você considera sua melhor característica como mãe?
Acho que é ser flexível. Sou aberta para diferentes opiniões e posturas, procuro realmente entender um ponto de vista antes de decidir que ele não me serve e descartar de cara. É aquela velha história do “cuspi pra cima caiu na testa”: cuspi tanto pra cima antes de ser mãe - sem o menor conhecimento de causa, diga-se - que agora tomo o maior cuidado para não fazer de novo. Parei de julgar. Leio de tudo, ouço de tudo, respeito todo mundo (quase...) e aí sim me posiciono, faço escolhas, decido como as coisas serão aqui em casa. Isso acaba virando um valor que acho importantíssimo passar para os filhos: respeito, tolerância, não admitir preconceitos. Estou tentando criar filhos que serão adultos bacanas e de mente aberta.

5) Qual foi o momento mais complicado como mãe para você? Aquele em que você se pegou querendo sumir um pouquinho?
Chilique de filho é sempre um porre, dá vontade de largar a criança ali pitizando, sair pra comprar cigarros e não voltar mais. Mas isso é pontual, passa. Tem uma questão que me incomoda mais, que é a falta de liberdade. A impossibilidade de passar um domingo na cama, de pijamas, lendo jornal, por exemplo. Ou de não ter jantar em casa e comer qualquer bobagem à uma da manhã. Ou de dar uns pegas no maridão a qualquer hora e em qualquer cômodo da casa. Enfim, não ser mais dona do meu tempo me angustia bastante. Não é questão de querer sumir, é mais de querer dar sumiço na prole, sabe? Ainda bem que avós tão aí pra isso...

6) Você tinha uma real noção do que era ser mãe por já ter convivido com alguém próximo que já tivesse tido filho? Porque lembro que fui pega de surpresa quanto a essa vida agitada que nós temos.
Convivi pouquíssimo com bebês antes de ter os meus próprios. Fui a primeira mãe da turma, a primeira da família. Referência zero. Imagina o tamanho do susto.

7) Seus filhos comem bem ou dormem bem? Porque ter um filho que faça os dois perfeitamente é utópico demais!
Alice dorme bem e come NADA, Lucas come horrores e dorme marromenos – dentro do meu parâmetro de pessoa dorminhoca. Ele dorme a noite toda, direto, e acorda umas 7h20. Pra mim é cedo, mas vá, acho que tenho sim a sorte de ter um moleque comilão e que me deixa dormir beeeem mais do que muito nenê por aí. Mas antes que eu seja xingada, devo ressaltar a Alice não come MESMO, não é força de expressão. Ela é percentil 3, menor do que muita criança de 2 anos que vejo por aí. Então minha vida não é tão fácil nesse ponto, ok?

8) Qual a maior diferença entre a Alice e o Lucas no que diz respeito ao temperamento?
Difícil dizer porque a diferença de idade conta muito, a Alice já tem uma complexidade que o Lucão ainda não tem. Lucas ainda tá naquele esquema trogloditinha dos bebês, quando a vida se resume a comer, gargalhar, dar porrada e fazer cocô. Alice não, ela é toda pensadora, está na fase das grandes questões existenciais, tipo: “porque eu existo?”. Mas ela era mais calminha e tagarela quando bebê, já ele é mais ativo fisicamente e tá nem aí pra linguagem, é uauá pra tudo.

9) E o amor, só aumentou com o segundo filho??
E não é, menina? Coisa de louco! Se me contassem eu não acreditaria...

10) Qual dica você queria que tivessem te dado antes de você ser mãe? E qual (mesmo sendo um pouco contra as palpiteiras de plantão) você daria para as futuras mamães?
Contra as palpiteiras? Eu sou a palpiteira mor, haha! Adoooro um palpite...
Grávida: Se você fizer cesárea, vai ter gente malhando. Se fizer normal hospitalar, vai ter gente malhando. Se fizer parto domiciliar, vai ter gente malhando. Ignore o coro dos descontentes e seja feliz com as suas escolhas – mas que sejam SUAS escolhas, e não concessões à caprichos alheios. Passe hidratante, fotografe o barrigão, use meias elásticas e trepe muito (aproveite os hormônios gravídicos, eles dão a maior onda!). Coma bem, beba muita água, durma. Atenção para dirigir ou atravessar a rua, porque você estará meio lesada. Soltar pum em público não é o fim do mundo. Nem fazer cocô no parto. Não dê bola para os terroristas de plantão e suas histórias trágicas envolvendo grávidas e bebês. Não dê bola para a lista de maternidade, que acha que um bebê só pode vir ao mundo se tiver ao menos 6 pares de sapatos. Pode entrar na fila preferencial mesmo sem barriga. Pode andar com a foto do ultrassom na carteira. Pode chorar assistindo Smurfs. Você não é ridícula, apenas está grávida. E grávidas podem tudo.
Mãe: Você vai errar. Vai perder a classe. Vai chorar escondida. Vai fingir que está dormindo pra fugir de uma situação. Vai pensar em como estaria sua vida agora se não tivesse filhos. Vai ousar desejar não ter tido filhos, mas aí: céus, horror, como você pôde sequer PENSAR nisso, sua mãe de merda???? Você vai se sentir culpada, por essa e por muitas outras. Mesmo assim, você vai ter vontade de engolir as criaturinhas de tanto amor. Minha dica é: facilite a vida no que puder, colega. Não se cobre tanto. Não se anule. Não sorria um sorriso resignado e diga que ser mãe “é padecer no paraíso”, isso é tão antigo. Se mãe não precisa ser, por definição, um sacrifício. Peça ajuda, fuja de vez em quando, ria mais de si mesma e se descabele menos. Relaxe: nossos filhos sobreviverão às nossas cagadas. Mãe não precisa ser perfeita, mãe precisa é ser feliz na própria pele – isso é o mais importante que a gente tem pra ensinar e o que provavelmente mais vai contribuir para a felicidade deles.

Espero que vocês tenham gostado e amanhã tem um post muito legal sobre mamães estilosas pra vocês se inspirarem pro final de semana.

beijo beijos