quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fala, Laís!

Mamães, na busca de um perfil legal e diferente de mãe pra entrevistar aqui, pensei na Laís, uma amiga que foi mãe aos 16 anos. Diferente no sentido dos perfis que já apareceram por aqui porque gravidez ainda na adolescência é muito freqüente em todos os lugares do mundo. Garanto que todas vocês conhecem alguém que se descobriu mãe cedo e teve que amadurecer de repente pra poder cuidar de um filho. O que eu vejo que acontece muito é a grande participação dos avós nesse processo mas no caso da Laís não. Apesar de ela ainda morar com a mãe, é totalmente atuante na educação do Leonardo, sem confundir a relação de mãe-neto-avó.

Laís, queria te parabenizar desde já porque eu imagino que não seja nem um pouco fácil ser mãe cedo, numa época em que ainda estamos nos descobrindo como pessoa e ter que encarar concomitantemente a responsabilidade de criar um filho. Parabéns por encarar de frente a maternidade e por tomar as rédeas da educação do Leonardo mesmo sendo mais fácil entregar isso para sua mãe.

No final da entrevista tem 3 perguntas respondidas pela mãe da Laís, a Andréa.


JOGO RÁPIDO

NOME: Laís Linhares Mendes
IDADE: 21 anos
QUANTOS FILHOS E QUAIS IDADES: Um – Leonardo de 5 anos.
ESTADO CIVIL: Solteira

CORRERIA DO DIA COMO MÃE: Assim como muitas mães a minha rotina do dia-a-dia é bem agitada (mas conto com a ajuda da minha mãe). Acordamos cedo, o Leo vai para “recreação” e eu pra Faculdade. Meio dia voltamos pra casa, almoçamos e o Leo vai para a escola e eu pro trabalho. Final do dia retornamos pra casa novamente e começa o ritual: banho, janta, brincadeiras, desenho, jogos, filmes; provas, trabalhos, livros, casa.
Apesar de agitada - às vezes com episódios estressantes - nos viramos bem nessa correria diária. Porem, a sensação de não dedicar tempo e atenção suficiente ao filho esta sempre presente.

PERGUNTAS:

1) Laís não posso deixar de começar perguntando como foi a sua reação com a descoberta da sua gravidez?
R: A primeira reação foi de susto, mas de imediato parece que é brincadeira, não assimilei no primeiro momento. Quando a “ficha caiu” o medo se juntou ao susto. Depois - quando já tinha um apoio, uma base – senti uma mistura de alívio, felicidade, medo e insegurança. Com o passar dos meses os sentimentos foram ficando mais claros, consegui curtir minha gravidez, que foi muito tranqüila.

2) Pra quem você contou primeiro e qual foi a reação dos seus pais, principalmente da sua mãe? Porque apesar de eu não ter engravidado na adolescência a minha gravidez também não foi planejada e a reação da minha mãe, que como mãe sabia tudo o que iria enfrentar, foi a de maior preocupação.
R: A primeira pessoa que eu contei foi para o pai do meu filho (que na época já não era mais meu namorado). Mas na minha família a minha mãe foi a primeira a saber. A reação dela foi calma (na medida do possível), mais com certeza repleta de muita preocupação e angústia – um misto de sentimentos. A primeira reação do meu pai foi um pouco mais “nervosa” e rude.

3) Como você conseguiu na época conciliar as conseqüências de uma gravidez (dúvidas, cuidados e expectativas) com a sua vida rotineira de adolescente (estudos, festas, amigos e a construção do seu futuro).
R: Algumas coisas relacionadas à vida de adolescente eu tive que abrir mão. Mas eu freqüentei a escola ate o 8º mês de gestação, e consegui me formar no ensino médio com a minha turma. Estar entre os amigos nesse período me ajudou em relação as minhas expectativas de grávida, a lidar com os meus sentimentos confusos e a entender que a vida não iria parar por ali. Na bem da verdade eu não tinha muita noção do que era ser mãe, não sabia o que me esperava. Eu lia livros, assistia programas na TV. Minha mãe me orientou sempre. Não foi um momento fácil, mas passei por ele da melhor maneira possível, e aprendi muito, principalmente sobre mim mesma.

4) Como foi a reação das suas amigas? Elas te ajudaram ou se afastaram como acontece com muitas meninas que eu conheci? Você sentiu muito preconceito?
R: As minhas amigas foram as melhores e são até hoje, tive total apoio delas, participaram de todo o processo e hoje em dia ainda participam da vida do meu filho. Claro que tive uma ou outra decepção, mas no geral não senti muito preconceito das pessoas próximas.

5) Como foi a participação do pai do Leonardo, desde o princípio. Vocês mantiveram algum relacionamento depois da descoberta da gravidez?
R: Não estávamos mais juntos e continuamos dessa forma. A família do pai dele é muito presente – desde a minha gravidez até hoje. A relação com o pai é boa, eles sempre tiveram contato, apesar de não ser uma relação intensa de pai e filho.

6) Qual foi a maior dificuldade que você encontrou como mãe adolescente?
R: Além das dificuldades normais de uma mãe de primeira viagem, acredito que a maior dificuldade é a interrupção da adolescência – que é um período onde o jovem precisa do seu espaço, de atividades para expressar os sentimentos e vivenciar eles – com a descoberta de uma gravidez. Conseguir se adaptar a esse novo momento e entender que dá pra conciliar os dois papéis.

7) Como é a sua relação com o seu filho hoje? Ele já entende que você foi mãe mais cedo do que a maioria, que você ainda estuda e mora com a sua mãe? Ele te faz algum questionamento a respeito?
R: É uma relação de mãe e filho, muito intensa e forte. Não sei se ele consegue entender que eu sou mais nova que as outras mães, tento não ser “diferente” das outras mães. Entre os amiguinhos dele, existem aqueles filhos de pais separados que moram com as mães, mães e avós e por ele estudar na escolinha da UFSC, a maioria das mães e/ou pais também estudam. Questionamentos ele faz alguns, em momentos específicos, acredito que agora ele esteja entrando em uma idade que vai começar a querer entender a família e vai começar a perguntar mais.


8) O que você teve que interromper com a chegada de um filho aos 16 anos? Como foi ter que amadurecer tão de repente?
R: Eu não diria que tive que interromper alguma coisa, pois os estudos eu terminei no tempo normal e não tinha uma carreira profissional. Foi preciso abrir mão de certas coisas, como: sair à noite, balada, festas, etc. Eu não senti essa pressão de ter que amadurecer, quando eu percebi já tinha “crescido”, de repente eu me sentia diferente. E conforme o tempo ia passando, eu ia me deparando com situações diferentes, aprendendo a lidar com cada “fase” do Leo, conhecendo cada vez mais o meu filho e essa relação tão única entre mãe e filho. E aí eu amadureci, cresci. Quando eu vi, não era mais uma menina. E eu me senti muito bem!

9) Na adolescência o nosso corpo ainda está em transformação. Qual foi a principal mudança no seu corpo após a gravidez e depois da amamentação?
R: Os meus seios foram os primeiros a engravidar, a transformação foi muito aparente, já se notava antes mesmo de eu descobrir a gravidez. E após a amamentação também foram eles os que mais se modificaram.

10) Qual conselho você daria pras mamães adolescentes baseado em tudo o que você viveu?
R: Que elas percebam que é possível viver a adolescência e se divertir, basta saber conciliar os dois papéis – de ser mãe e adolescente – e se adaptar.

Agora as perguntas para a mãe da Laís:

1) Qual foi o seu principal pensamento e preocupação quando você descobriu a gravidez da Laís?
Pensei que ela teria que mudar um pouco seus planos do momento e curtir a vida que estava chegando. Minha preocupação era ajudá-la a ser mãe tão nova e continuar a cuidar dela como minha filha. Sabia que a responsabilidade que estava chegando era grande, mas que ser mãe foi para mim uma experiência muito boa e que podia ser para ela também.

2) Você interfere muito na educação do Leonardo ou age como uma verdadeira avó, daquelas que mima bastante?
Ajo como uma verdadeira avó, que ama muito e ajuda na educação quando a mãe solicita, o que nao são muitas vezes. Dizem que mimo bastante, mas eu acho que não é muito.

3) Como você acha que é a Laís como mãe?
Excelente! Trata ele com respeito e muito carinho. Se preocupa em cuidar dele em todos os detalhes. Podia gostar de comer mais coisas saudáveis.

Espero que vocês tenham gostado!!! E pras mamães que se encontram nessa situação eu desejo muita força!! E o meu respeito e admiração!!

beiijo beijo

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu, eu mesma e Juliana.

Exclusivamente hoje estou tendo tempo de pensar esse blog. Inclusive, logo mais teremos novidades por aqui. Aguardem!

Então, fico aqui falando de outras mães, contando suas histórias...Juro que um dia eu mesma me auto entrevisto...hahaha...mas por enquanto podem fuçar um pouco no www.julianabaronpinheiro.blogspot.com e acompanhar toda a minha história como mãe, desde os seus primórdios! O blog antes era sobre devaneios, depois foi sobre a minha ida pra São Paulo e no fim se tornou um babyblog. Só que eu cansei um pouco de atualizá-lo com histórias sobre a minha vida. pois da minha vida eu sei demais, queria mesmo era saber da vida das outras mães, só pra me sentir melhor por saber que todas passamos pelos mesmos dilemas!!!!

Só uma dica.

beijo beijo

p.s. hoje a academia foi substituída (transferida na verdade pras 21h) por uma Sopa com Música na escola do João...o que será que me espera? Tomara que tenha bastante assunto para o blog. E caso alguém daqui de Floripa tenha dúvidas sobre escolas, a do João é muito boa (depois escrevo mais) e tem um blog.

Bem-vinda Isadora!

Gabriela foi mãe recentemente (06/08/2011) e eu trouxe ela aqui pra matar a curiosidade de quem está prestes a ganhar um bebê.

Espero que vocês aprovitem!!



1) Gabriela, como foi o seu parto? Foi como você imaginou? Alguma dica pra dar pras mamães que estão pra ganhar seus bebês?
O parto foi cesárea agendada, com 38 semanas e 1 dia na Santa Helena. Foi bem tranquilo e uma emoção sem tamanho, sem palavras para descrever. Hmm, dicas? Tentem não ficar tão ansiosas como fiquei, não podia esperar mais nenhum dia para ver o rostinho da minha princesa.

2) A Isadora está mamando bem? A amamentação aconteceu como você esperava? Teve algum probleminha?
A Isadora mama muiiiiiito, gulosinha!!!! Ela pega direitinho e suga com uma força hehe No começo dói um pouco (na verdade os primeiros dias dói bastante, de ver estrelas), meu peito rachou e chegou a sangrar um pouco, mas é só ter persistência que tudo melhora. Estou usando aquela pomada Lansinoh (lanolina hpa) e ajuda bastante. Tive muito leite nos primeiros dias, chegava a trocar de blusa 3 vezes por dia, a concha chegava a transbordar, mas agora só estou usando absorvente para os seios mesmo.

3) Qual a sensação de ter a sua princesa no colo depois de tanto tempo de espera?
A sensação é maravilhosa, um amor verdadeiro, indescritível!!! Estou cada dia mais apaixonada por ela e adorando ser mãe :)

4) O que já mudou na sua rotina com a chegada do bebê? Já está sentindo falta de dormir?
A vida muda completamente, tudo é novidade. Me afastei do trabalho para ficar tempo integral com ela em casa. A gente fica muito cansada agora no começo, nessa fase de adaptação mas todo o esforço vale a pena. A gente aprende a deixar de ser menos egoísta a cada dia que passa, primeiro ela, depois eu. Hoje, por exemplo, são 20:30hs e não tive tempo nem de tomar banho ainda rsrsrsrs...
Nos primeiros dias acordava de hora em hora preocupada, só para ver como ela tava, se tava tudo bem.. agora já estou dormindo melhor, ela é bem tranquila.

5)O papai está ajudando nas tarefas rotineiras? Conta um pouco pra gente como está a sua correria.
Sim, o papai está ajudando sim e esse apoio é muito importante. Confesso que ele me surpreendeu bastante! Achei que ele não ia levar jeito nenhum, mas desde o começo pegou ela no colo direitinho, trocou fraldas, deu banho.. paizão! Tá todo babão rsrsrs...
A correria está grande, o dia passa voando... troca fralda, dá mamar, faz arrotar, dá banho e começa tudo de novo hahaha mal sobra tempo pra gente.

Espero que vocês tenham gostado! Obrigada Gabriela pela disponibilidade do seu precioso tempo nesse momento!!

Falando em esperar bebê....hoje nasce o filho da nossa querida Bia Mendes do "Agora sou mãe", que participou do post sobre moda há duas sextas feiras atrás!!! Boa hora Bia e logo queremos sua participação aqui sobre como foi a chegada do Dudu!!

Amanhã é dia de entrevista da semana, aguardem!

beijo beijo

Sim, eu desenho pra vocês! ;)

Problema resolvido quanto aos comentários e acabei fazendo algumas alterações!Então eu vim aqui ensinar passo a passo como se deixa recados e como vocês podem se tornar seguidores do blog. Muitas amigas vem dizer que adoram o blog, deixam recados no meu facebook, mandam emails dizendo que não conseguem nunca comentar ou me seguir. Daí eu decidi explicar bem detalhado como fazê-los!

PRIMEIRO, COMO SE DEIXAM COMENTÁRIOS:

1) Você vai até o final do post e clica em cima do número de comentários do dia:

2) Vai abrir uma segunda telinha igualzinha a essa:


3) Aí você vai escrever o seu comentário na caixa de texto onde está escrito "Faça um comentário".


4) Depois de escrito o texto, você vai selecionar uma conta do Google (basta ter um email do Gmail) ou simplesmente selecionar Anônimo. Depois você clica em "Publicar Comentário".


5) Vai aparecer uma tela como essa e assim que eu aceitar o comentário, ele vai aparecer no blog!


Parece simples pra nós que lidamos com isso há algum tempo mas pra quem desconhece o blogger, às vezes é mais complicado.

AGORA, COMO FAZ PRA SEGUIR O BLOG:

1) No lado direito da página tem uma seção chamada "Os queridos leitores".

".

2) Você vai clicar em cima da linha azul onde está escrito "Participar desse blog"e vai aparecer uma tela como essa.


3) Eu escolhi uma conta do Google mas pode ser um Twitter também. Posteriormente vai aparecer uma tela pra você logar com a sua respectiva conta. Vai aparecer uma tela como essa e é só clicar em "Seguir esse blog".


4) Pronto! O processo foi concluído e você é mais um seguidor por aqui!


Espero que tenha ficado fácil. Realmente antes o blog estava com um problema pra deixar comentários mas agora que está resolvido e bem explicadinho espero que vocês participem mais!!!

beijo beijo

Novo email para contato!

Gente, fiz um novo email para contato do blog: blogfalamae@hotmail.com!! Vocês podem mandar ideias para posts, fotos ou a sua história materna que assim que possível eu entrarei em contato!!

Eu, minha mãe e outras amigas estamos encontrando dificuldades para comentar aqui. Quando o perfil do Google é selecionado, dá uma página de Erro. Ainda não sei o que fazer mas vou tentar resolver o problema!!

Tentem sempre comentar no último post porque raramente eu volto pra olhar os antigos e acabo perdendo recados gostosos que vocês deixam!!!

Logo mais, o post do dia e nos próximos dias, novidades boas surgirão! Pensamento positivo sempre!!


beijo beijo

p.s. pai, adorei sua ligação ontem pra elogiar o blog!! Eu tava fazendo clareamente nos dentes (um de 5 minutos por dia, o que pra uma mãe que está sempre na correria é uma belezura) e não consegui falar muito! Mas amei que você ficou emocionado com o espaço!! O seu apoio é sempre muito importante!! E pode deixar que logo você participará por aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Crianças a bordo, com Patrícia Papp!

Eu “conheci” a Patrícia durante a sua ida ao programa da Ana Maria Braga para divulgar o seu livro “Crianças a Bordo - Como Viajar com Seus Filhos sem Enlouquecer”.

Adorei o modo como ela encara esse desafio de botar as crianças embaixo das asas e ir desbravar esse mundão a fora. Patrícia me disse que ela e seu marido sempre gostaram de viajar e já foram para os quatro cantos do mundo. Quando seu filho mais velho, Pedro, nasceu, eles decidiram que não iriam deixar essa paixão de lado e fizeram a sua primeira viagem em família quando o pequeno ainda tinha 3 meses! Hoje a família aumentou com Luiza que faz 3 anos em Novembro e já tem o seu passaporte bem carimbado!!

Eu particularmente ainda não fui para o exterior com o João mas já o levei ao Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Caxias do Sul (já fomos 4 vezes e são quase 8 horas de carro), Criciúma...viagens mais curtas mas que com certeza exigiram igual coragem, organização e paciência (e bota paciência nisso)!!

Pedi pra Patrícia falar um pouco sobre como é viajar com os filhos e dar algumas dicas. Espero que vocês aproveitem, entrem no blog dela e comprem o seu livro AQUI!

Bons motivos para viajar quando os filhos são bem pequenos

Estes dias eu estava vendo fotos e pensando sobre as viagens que Luiza, que tem 2 anos e meio, já fez... acho que ela passou boa parte da vida viajando. Já foi pro Sul, para o Nordeste, pro Rio e para São Paulo, para Disney, para Paris, Londres, Dubai e, o mais longe e exótico de todos os destinos: Tailândia.

Muita gente pensa: "Ihhh mas ela não vai lembrar de nada..." . O meu marido tem uma resposta pronta: "Mas eu vou". Eu acho uma delícia viajar em família, acho que é um momento muito diferente do stress do dia a dia, da correria, dos almoços apressados, do leva e traz da escola. Defendo as viagens em família até o fim.

Por isto resolvi fazer uma lista com 10 motivos para começar a viajar com seus filhos quando eles ainda são pequenos:

• As passagens aéreas para menores de 2 anos são gratuitas ou muito mais baratas, se a criança viajar no colo;

• Enquanto eles ainda não andam (ou engatinham) é você quem decide o ritmo. Eles não se incomodam de passar horas no bebê conforto em uma viagem de carro ou no avião. E ainda não sentem necessidade de explorar o mundo a sua volta;

• Qualquer quarto simples de casal acomoda também um bebê e, geralmente, não é difícil conseguir um bercinho;

• Qualquer bacia serve de banheira improvisada;

• Se o bebê mama exclusivamente no peito, não é preciso levar nenhum utensílio como pratinho, copinho, talheres, lata de leite em pó ou frutas;

• Você pode passear com o bebê no carrinho (sling ou mochila canguru) por horas que ele não ficará cansado ou estressado. Se tiver sono, ele pode dormir tranquilamente;.

• Viajar com filhos deixa de ser uma ideia complicada. Na viagem seguinte, a experiência da primeira vai ajudar bastante;

• E por último, e mais importante: as crianças vão se acostumando a viajar, sair da rotina e vai ficando cada vez mais tranquilo.

Algumas fotinhos das viagens da família:



No barco, Cataratas do Iguaçu, Luiza com 11 meses.



Zoo de Buenos Aires, Pedro com 4 anos.



Tailândia: Luiza com 1 ano.



Disney: Luiza com 6 meses.



Nordeste: primeira viagem da Luiza, com 3 meses. Quando o Pedro tinha 3 meses fomos para a mesma pousada.



Na última dormindo no carrinho (ela continua fazendo isto até hoje).

Patrícia muitíssimo obrigada pela sua participação, adorei!! Aguardo vocês aqui em Floripa!!

Mamães espero que tenham gostado das dicas!! Comentem!!

beijo beijo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Samuel a bordo!

Gente a história de hoje é incrível e são por relatos como esse que eu acredito de verdade na ideia desse blog. Nos primeiros dias fiquei super empolgada com os acessos e os comentários por aqui mas confesso que com o passar do tempo, a falta de comentários e acessos acabei me desempolgando um pouco. Porque afinal um blog se faz de seus leitores mas ao mesmo tempo tantas mulheres vem me dizer (por email, pelo face ou pessoalmente mesmo) que se reconhecem nas histórias mencionadas aqui que eu decidi continuar me empenhando e buscando histórias de mamães pra compartilhar com vocês!!

Enfim...a Fernanda me mandou um email no primeiro dia que o blog foi ao ar e o texto dizia o seguinte:

“Oi, Jú!!!
Achei incrível!!! Já virou um favorito! Queria dar uma sugestão de entrevista... O que fazer quando o bebê da sua vida, e a carreira da sua vida nos partem o coração? Ser mãe me realiza a cada minuto, me enche de amor, mas não ser mais piloto, meio que parte meu coração... Isso passa? Ever? Eu sei que não da para pensar duas vezes, estou arrebatada de amor, mas não queria que tivesse essa lagriminha lá no fundo...Certamente mais alguém passa por isso... E isso passa algum dia?
Beijo e mais uma vez, parabéns!!!”

Achei a história da Fernanda e quis saber mais. Ela mandou mais um email contando por cima e eu pedi pra ela mandar a história completa.

Com vocês a história da nossa querida leitora Fernanda Madeira!!

“Bom, para começar, meu nome é Fernanda, e eu, além de mamãe muito orgulhosa do Samuel, sou Oficial da Marinha Mercante - Náutica!Quer dizer: Aquela pessoinha que "dirige" os navios para lá e para cá! Bom, mas você pediu um começo, não? E este nãããão o é! Para começar bem começadinho eu tenho que dizer que eu NUNCA, mas NUNCA MESMO, quis ter filhos. Ou casar. Ou qualquer outra coisa do tipo. Eu queria mesmo, de verdade, era crescer, trabalhar, viajar muito, ter uma apartamentinho pequeno e cheio de livros, asim, paredes inteiras forradas deles, e um cachorro! O cachorro era parte fundamental! Pois é... Já dá para rir, não? Mas... com milhões de idas e vindas... Fui fazer vestibular! História! Geografia! Produção editorial! Veterinária! E uma tal de EFOMM, que eu nunca tinha ouvido falar em toda a minha vidinha!!! Mas era um favor, para a filha de uma amiga da minha mãe. Para quem já faz tanta prova, que diferença uma a mais vai fazer? Então... Eu passei e ela não! Ironia do destino! E fui, só de curiosidade, já que os meus resultados só sairiam mais de um mês depois... Poderia sempre sair de lá, quando passasse em mais alguma coisa e ir, não? Muito bem... Fui!

Faculdade interna, entrada Seg as 0600 e saída Sexta as 1600, fardamento, alojamento, amigas novas, cidade nova, aulas novas. Tudo indo muito bem, mas peraí! Tô aqui para fazer o que mesmo? Ah, boooom. É pra ser piloto de navio! E eu nunca tinha imaginado! Na minha cidade (Teresópolis, diga-se de passagem) mal tem um rio!!! Sabe? Me apaixonei! Paixão arrasadora, avassaladora, de deixar no chão! Era tudo que eu sempre quis e nunca soube!
Eu sou piloto, não de profissão, mas de vocação, de amor, de tudo que é bom. E seeeempre amei ser. Só que depois da formatura... 7 meses embarcada, e uma semana em casa, mais quatro meses por aí, e dois em casa, e por ai vai... Fui para muitos lugares interessantes, Letônia, Tailândia, China, Canadá! Argentina e Uruguai algumas dezenas de vezes... e muitos portos do Brasil.

Fui indo assim, muito apaixonada, até descobrir o offshore! E aí, outra paixão! Não se vai para lugar algum, mas o trabalho é sensacional!!! As férias também não são nada mal. Eram 42 dias de trabalho, e 42 em casa, depois 35, ultimamente 28... Tudo de bom, não? Quem não iria querer? Ah, esqueci de contar!!! Neste meio tempo, no offshore, Casei! E meu marido, também embarca!!! Ha, ha, ha... vida de marítimo é assim, só outro marítimo aguenta! Bom, nesta minha ultima empresa, me convidaram para vir trabalhar em terra, no escritório. E eu pensei que novos desafios são sempre bons, não? De qualquer forma, se não gostasse, poderia sempre voltar para o mar! Maaaas Durante as negociações eis que não me surge a notícia do Samuel! E neste dia, me fiz Mãe. Renegociei as minhas funções em terra, e vim, com toda a coragem de alguém que começa do zero! Trabalho novo e Gravidez nova... não é para qualquer um não... E gente, olha que eu tive muita ajuda mesmo. Minha mãe se mudou para perto, Minha sogra também (e isso é bom!!!), Meu pai se desdobrou em 10, Meu marido dava um jeito de parecer que estava em casa mesmo quando embarcado ( a esta altura ja eram 14 x 14 dias...), e uma empresa cheia de gente legal, que me deu um super apoio. E então o Sam chegou!

Tudo de pernas para o ar, e eu, como ÓTIMA (ha,ha...) mãe que sou, nem pensei em mais nada por meses! Bom, agora vamos todos bem, Eu Sam, Maridão, vovós, vovôs... Todos na rotina de todo dia. Trabalho para mim, Creche para o Sam, Embarque para o Ricardo... Nada de mais, não? Só tem um probleminha... Vocês esqueceram a vocação? Pois é!!! Eu também não! Ainda morro de vontade de voltar para o mar, e trabalho TODOS os dias de frente para o porto... Volto para casa todo dia correndo, querendo muito ver meu Sam, apertar, brincar, saber como foi seu dia na creche (ah, sim, porque eu sou mãe de creche...), enfim, aproveitar o restinho que me cabe antes do soninho da noite... Mas com toda essa felicidade... Eu ainda sinto TANTA falta de embarcar, que não sei se algum dia vai passar! Sou feliz, não dá jeito, a cada sorriso, cada abraço, cada piscadinha... Mas ainda me aperta muito ver meus navios e pensar nunca mais... Mas que vida partida, essa, não?
Beijinho!”

Fernanda, muito obrigada por compartilhar essa história linda digna de Caldeirão do Huck! Se eu fosse o Luciano te dava um navio só pra ti com uma salinha pra Samuel ficar te esperando...hahaha. Mas como eu sou só a mãe do João que escreve um blog nos tempos “vagos”, te dei esse espaço pra compartilhar a sua história com outras mamães! Parabéns pelas suas escolhas e com certeza tudo o que decidires com amor, vai ser bem decidido!!!

E vocês mamães me mandem também suas histórias que eu posto aqui no blog!!!

Beijo beijo